Stencil utilizado nas atividades do Coletivo
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Seculte-Aurora debate com atletas e dirigentes Projeto e abertura da Copa Aurora de Futebol Amador

31 de julho de 2009 · 0 comentários

Secretaria de Esporte do município reúne atletas e dirigentes para debater projeto e início da Copa Aurora
Na noite da última quinta-feira(30) a Secretaria de Cultura, Turismo e ESPORTE do município de Aurora realizou mais uma etapa da apresentação pública que faz projeto "Esporte de Todos, instrumento de Inclusão social". Tendo iniciado às 19 h o evento reuniu atletas e dirigentes esportivos no salão paroquial no centro da cidade. Além de debater o projeto de esporte para o município, o encontro serviu também como forma de apresentação das propostas para a realização da grande Copa Aurora de Futebol amador, prevista para começar em meados do mês de agosto. Serão 30 equipes adultas que disputarão a copa em duas grandes fases. A 1ª com jogos de ida e volta( no mata-mata), incluindo partidas em toda zona rural e a 2ª classificatória na sede.
Paralelo a Copa Aurora(Adulta), também acontecerá o campeonato juvenil com jogos prelimináres. "Nossa proposta é inovar como forma de dinamizar o esporte aurorense. Com planejamento e organização faremos com certeza da Copa Aurora um dos mais interessantes eventos esportivso da região" enfatizou o secretário da pasta o profesor José Cícero.
Na explanação de quinta-feira, participaram jogadores e dirigentes da sede e da comunidade de Agrovila-cachoeira. Todos os distritos de Aurora recebeu a equipe da Seculte para a discussão do projeto e da copa Aurora. "Estamos descentralizando as ações esportivas no sentido de levar os benefícios, o lazer e o entretenimento para todos os recantos aurorenses", como estamos dando uma visão democrática das nossas ações", fianalizou.
O prefeito Adailton Macêdo, está determinado em contribuir de forma efetiva para transformar a nossa cidade e juventude, também através de incentivos práticas sadias por intermpédio do esporte de rendimento e de lazer, disse. Ao lado do coordenador do departamento de Esporte Raimundo Tabosa, o secretário José Cícero falou ainda da satisfação em poder contar com a força da sua equipe de trabalho e, notadamente daqueles que há muito lutam pela valorização do esporte de Aurora, tanto do campo quanto da cidade. As inscrição para as equipes que pretendem disputar a Copa Aurora estarão abertas apartir da prócima segunda-feira.

Artistas unidos ...

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Há um bom tempo venho me questionando sobre os artistas regionais e suas realidades.
Que o Cariri é um grande celeiro de arte não tenha dúvidas, mas porque aqui e tão difícil fazer com que aja uma união?
O Olhar Casa das Artes era um dos poucos espaços que oferecia estrutura para realizar shows, exposições e cursos, mas devido ao descaso dos artistas e a lei do silêncio a casa fechou e atravessa por momentos críticos, não vejo nenhum artista em defesa disso.
O mais complexo desafio para minha mente é que não sou cantora, nem artista, mas tenho tentado de todas as formas lutar para que o Crato disponha de espaços para artistas.
A minha pergunta é simples:

Cade vocês artistas que não possuem espaços para mostrar suas artes?

Até quando vocês ficaram alienados, inertes?


Ou só podem reclamar quando o Sesc e o Bnb lhes fecham a porta?


Pensem nisso e saiam deste ostracismo !


Maracatu do Cariri participa de evento em São Paulo

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A banda Sol na Macambira procura apoio para participar de evento em São Paulo. O Maracatu é o único do interior do Estado do Ceará e é desenvolvido dentro de entidade beneficente em Juazeiro do Norte.


A região do Cariri se destaca pela sua diversidade musical e vários artistas e grupos vem ganhando espaço no cenário nacional. O Maracatu Sol na Macambira, é o único grupo que trabalha com essa tipologia de música na região e participará agora no mês de agosto do Projeto “Viola, Causos e Crendices” na cidade de Votorantim, no Estado de São Paulo e fará apresentação também no Sesc de Sorocaba. O Maracatu Sol na Macambira é o único grupo musical do Estado que participará deste evento. Para o músico Jean Alex, coordenador do grupo e integrante do Coletivo Camaradas, esse evento demonstra o quanto a música produzida no interior do Ceará vem ganhando espaço no cenário nacional, além de confirmar a qualidade técnica da produção local.

Jean enfatiza que um dos principais desafios é conseguir apoio financeiro para garantir a participação de todos os integrantes do Maracatu no evento. Atualmente é composto por sete integrantes e mais duas pessoas na produção.
Os integrantes da banda participam e receberam influência direta da Orquestra Sesc de Rabeca Cego Oliveira, uma experiência pioneira desenvolvida pela instituição que tem a coordenação do artista, artesão e músico Francisco di Freitas Filho.


Violas, Causos e Crendices no cenário paulistano

Projeto Violas Causos e Crendices entreter, informar e preservar a rica tradição oral são características atribuídas às manifestações populares, como o ato de contar histórias, causos, contos de fadas e as famosas modas de violas. É acreditando no importante papel dessas narrativas que o Projeto “Violas, Causos e Crendices” preparou para este ano um calendário repleto de novidades.
Durante seis anos, pisaram no palco do projeto artistas de reconhecimento nacional e internacional, imbuídos na causa da preservação e reavivamento da literatura oral do nosso povo e da nossa terra.
Este ano de 2009, com o patrocínio da Votorantim Cimentos e Instituto Votorantim, por meio da Lei Rouanet do ministério da cultura, promoção da Prefeitura Municipal de Votorantim, apoio cultural do Instituto Conta Brasil, Nova Tropical FM e Grupo São João, realizaremos oito edições do Projeto, que traz novidades para toda a comunidade de Votorantim.
Os trinta e dois convidados a participar do projeto tecerão durante todo o ano um painel representativo das maiores e mais tradicionais manifestações populares. As atividades se desenvolverão nos bairros da cidade -‘Histórias na Calçada’ e atendendo jovens alunos do ensino médio da escola pública - ‘Histórias pras Escolas’. Celebrando a literatura oral como instrumento de educação, entretenimento e preservação da rica cultura do nosso povo e da nossa terra o espetáculo aberto ao público ‘Violas, Causos e Crendices’ encerra as atividades do mês. Todos os eventos têm entrada franca.
Temos um encontro marcado todo mês (dá uma espiadinha no calendário). Apareça para uma visita, um dedinho de prosa, um cafezinho... Chegue que a casa é sua.



Maracatu do Cariri é Sol na Macambira


A banda Sol na Macambira, único maracatu do interior do Estado do Ceará, nasceu no ano de 2005, na cidade de Juazeiro do Norte na região do Cariri-Ce, terra onde bebeu da fonte de suas inspirações musicais, por este a banda Sol na Macambira traz em suas canções toda a mistura da música nordestina, hora em um clima de essência Armorial e logo em seguida com o mais forte sotaque cabaçal. Além de estar fincada nas raízes carirenses a banda tem um propósito mais amplo musicalmente, esta faz de suas canções um instrumento de estudo, divulgação e critica à exploração do homem do sertão, por tal motivo não leva nas malas apenas o carimbo e o nome “Cariri”, e sim, a história de seu povo, suas crenças e toda a garra dessa gente.
Encharcado de regionalidade, esta por sua vez brinca de reisado, canta cirandas, recita poemas, conta histórias de seus antepassados e ainda trata de temas corriqueiros e atuais, muitas vezes abordados de maneira cômica e em outras vezes comovente.


Sua rítmica configura-se na fusão entre a música cabaçal o baião e as batidas de maracatu, ritmo que há pouco mais de meio século perdeu seu espaço no cotidiano da região, por este motivo além de seus objetivos profissionais, a Sol na Macambira assume a responsabilidade de levar tais manifestações de cunho afro brasileiro e indígena por onde passa, realizando a cada Show, debates, oficinas e mini cursos de percussão, construção e pratica instrumental. A base de tudo isso, não está apenas na influência ou na convivência com todos esses aspectos, mas também da necessidade de divulgação do nordeste Cariri, este relicário tão precioso e tão desconhecido por muitos.

Os instrumentos que compõem seu show não poderiam ser diferentes, pois encantam com os Pífanos, Rabecas e tambores, sempre ritmados pelas batidas do maracatu, pela levada das cirandas e pelo calor do baião. Atualmente trabalha na divulgação do seu repertório de músicas autorais através de shows e oficinas e participando de festivais de musica onde em 2006 teve uma das suas composições premiada na mostra SESC da música cearense, em 2008 no festival cariri da canção onde uma de suas canções (Oração de Sidha) fora selecionada entre as principais bandas da região do cariri e classificando-se junto a 10 outras bandas tais como Dr. Raiz e Liberdade e Raiz para a gravação de um DVD, em 2009 é convidada a participar do projeto Violas causos e crendices em Votorantin-SP, vai de encontro à gravação do seu primeiro CD, ministra oficinas na região e participa de projetos sociais no Lar Assistencial Francisco de Assis (LAFA) lugar onde nasceu e permanece ate hoje.



Contatos:
Jean Alex
(88) 96188882
(88) 88212644
email lexmcambira@hotmail.com

Poluição Sonora em Crato.

29 de julho de 2009 · 0 comentários

Dr. Raiz no Ceará em Agosto!

· 0 comentários


Oi Galera!

Em Agosto!

Dr. Raiz em Fortaleza CE

Dia 05 às 20h no SESC/SENAC Iracema, e dia 06 (em dois horários) às 12h e às 18:30h no CCBNB Fortaleza!

Músicas inéditas que integrarão o nosso novo álbum e canções do 1º disco da banda!

Dudé Casado - Guitarra, violão e voz
Geraldo Junior - Voz, flauta e percussão
Pantera - Percussão e voz
Junior Casado - Percussão
Antônio Queiroz - Baixo e voz
Evaldo Rodrigues - Percussão
Ramon Oliveira - Guitarra, violão e voz

Abraços,

Dr. Raiz.

Fatinha Gomes apresenta novo trabalho no Sesc Juazeiro

27 de julho de 2009 · 0 comentários


Integrante do Coletivo Camaradas, pesquisadora e uma artistas que vem ganhando espaço no cenário musical da Região. Fatinha Gomes já participou de shows em Fortaleza, Paraíba e em São Paulo.

“Fatinha Gomes” brota naturalmente do Sopé da Serra do Araripe e traz consigo a garra e a essência do povo negro e indígena. Nascida nas frias casas de taipa, dormindo a luz de Candeeiro e aspirando cheiro da terra molhada desse Sopé, se vislumbra a cada momento de sua vida com a produção poética do Cariri que enriquece e facilita seu trabalho como intérprete de tal produção.



O show "As mulheres que comiam Flores" reforça as canções que já fazem parte do repertorio de Fatinha e traz canções inéditas de sua autoria e da autoria de Manuca Almeida e Alexandre Leão.



O Show contará com os músicos:



Violão:Lifanco

Sanfona:Ibertson Nobre

Voz:Fatinha Gomes

Percussão:Flauberto e Alany Morais

INDAGAÇÕES PERTINENTES - Por Emerson Monteiro

26 de julho de 2009 · 0 comentários

Neste mundo cheio de desencontros, trastes, ranhuras, desacertos e acertos mil, defronte, agora, desta tela de computador, essa máquina bem forjada, sabida, elaborada no planeta dos seres inteligentes, fosforescentes, animados, obedientes, charmosos, sonoros, eficazes, existem lugares de resposta para quase tudo, para as mais inesperadas perguntas, exatas, aritméticas, matemáticas, filosóficas, psicológicas, históricas, futuristas, abrangentes, onipresentes, oniscientes; confesso, no entanto, algumas fraquezas das suas limitações às reações espontâneas, vindas de dentro da dimensão insondável do existir, que, às vezes, produzem a vontade mental poderosa de perguntar, querer saber de mim, por mim, não desse eu que já conheço, cheio de oscilações temporárias, às brisas cotidianas contraditórias, mas do eu de verdade, a essência do si, o cá interno, habitante dos grotões da alma, vivente nos segredos fechados a sete chaves, o chip do mistério de tudo, que repousa e movimenta a história, sozinho ou em blocos empedernidos, o dna do ser, a marca registrada do Criador primeiro, que avançou, se embutiu na criatura e ainda não veio à tona da consciência do múltiplo particular, nesta realidade de mundo de relações cá fora, da ponta dos dedos, na flor da água dos olhos, no gosto da boca de manhã, ao canto dos pássaros deste sol perto da gente, banhado na brisa fria de fim de julho, no cenário das encostas da chapada; e ouvir resultados de pesquisa junto a algum site desse planisfério on-line, que guarde nas suas páginas, em seus arquivos, os refolhos das maiores bibliotecas do universo insondável das causas primeiras, alimentados pelas melhores cabeças tecnológicas do Vale do Silício, autores circunstanciais maravilhosos; o verbete frontal do mim mesmo, a tônica que nos conduz além de todo dia, impulso voraz de sobreviver a qualquer custo diante do desafio recôndito das impossibilidades, a propulsão cibernética de marcar presença positiva junto ao trilho dourado da mídia momentânea, olho do sucesso, eu do cálice, o Graal, a chama violeta da existência, o foco definitivo do drama, na festa de moléculas das pessoas bonitas, que acham, com enorme facilidade, a ordem alfanumérica sacudida nas praias dos números das areias do Mar dos Sargaços, sem querer, com isso, usar o ponto de terminar frases ou parágrafos, a pretexto de não largar o osso e manter a interrogação expandida, permanente, no âmbito do que satisfaria todos os internautas e destinos, houvesse tamanha possibilidade para recorrer a tal programa de busca à resposta campeã, no corredor da fama, da salvação, derradeiro lance dessa partida final do torneio cotidiano, perecido quando, nos filmes de ficção, os robocops se auto consertam em pleno combate, e prosseguem a epopéia das máquinas persistirem eternas, protótipos miraculosos em formato de elementos perpétuos geniais, leves ponteiros nervosos, largados ao horizonte infinito das horas, perenes círculos sem estática, motos perpétuos, traços espiralados em fios condutores da matéria ao espírito, uma resposta que supere a dor da solidão das multidões, neutralize a melancolia do desamor, nas camas intactas na madrugada fria dos abandonados, a cólica dos corações endurecidos na saudade sem jeito, as individualidades fincadas no lixo das periferias dos eleitores enganados, andarilhos, vagabundos, mendigos de amor, eus indagadores da luz da sabedoria, vagos projetos estirados na lama dos vícios, feridas abertas em peitos de dramas familiares; e essa máquina tão perfeita ainda não sabe responder a isso, enquanto apura as peças infinitas, processa, e eu quero aprender como saber a resposta nos campos disponíveis para digitar a pesquisa.

Estilhaços - Por Emerson Monteiro

25 de julho de 2009 · 0 comentários

Lembro como se fosse ontem meu primeiro dia no Banco do Brasil, na agência de Brejo Santo, Ceará. Era 27 de junho de 1967, uma terça-feira. Chegara no dia anterior para a posse. Meu pai fora de tarde me levar, na mesma pick-up Chevrolet em que eu depois aprenderia a dirigir. Morávamos em Crato. Cobríramos a distância em torno de 90km por caminhos de terra, inclusive na BR-116, porquanto naquele tempo havia asfalto só até Barbalha. José Ferreira, cunhado de minha mãe, casado com tia Nailée, me receberia em sua casa, defronte do Brejo Santo União Clube, e me hospedaria durante os quatro anos em que ali permaneceria.
O expediente começava às 13h. Sob uma árvore da longa praça principal da cidade, enquanto aguardava abrirem as portas da agência, conheci João Batista Carvalho, um outro do mesmo concurso e que se apresentaria como eu, para naquele dia também iniciar sua jornada profissional. Ambos trajávamos camisa branca de manga longa e gravata no pescoço. Dois precários (bancários novos, assim denominados pelos colegas veteranos).
Desde então testemunharia aquele período cheio de contradições, no mundo contemporâneo em convulsão, do trecho entre Brejo Santo e Crato; apenas em raros fins de semana aquietava canto no lugar do trabalho. Nas sextas-feiras de tarde, ou começo de noite, arrumava numa pequena bolsa alguns pertences e seguia para a estrada em busca de transporte. Deixara em Crato história rica de sonhos e relacionamentos. Gostava de cinema, bares, festas, passeios ao pé da serra e dos meus familiares, namoradas, etc.
Brejo Santo possuía seus atrativos, porém o peso dos sentimentos telúricos cratenses me arrastava de volta ao meu segundo berço, aonde chegara com quatro anos, em 1953. Sempre nutri pelo Crato uma quase paixão, fascinado por sua moldura de serras, as encostas do Lameiro em longas caminhadas a pé, o barro branco a colar na pele, bananeiras, pássaros, frutas doces, belas morenas; suas praças, sua gente, a água saborosa, a efervescência cultural, a política estudantil, informação vinda de fora pelas livrarias e bancas de revistas; o Jornal A Ação, que produzia com Vicelmo, Pedro Antônio, Armando Rafael, Huberto Cabral e Padre Honor, por mais de ano, com boa repercussão na comunidade; o Jogral Pasárgada, que fundara com outros seis jovens, no Colégio Diocesano, e sua larga demanda de apresentações.
Lembro, no entanto, de entrosamentos valiosos que estabeleci em Brejo Santo, tanto junto aos colegas do Banco, na maioria de outras localidades, quanto junto aos naturais do município, gente de reconhecida hospitalidade, laboriosa e de senso de realização, haja vista o progresso que, nos dias atuais, lhe movimenta e destaca no elenco das comunas interioranas, naquela fase só de modestas proporções.
Nessas pessoas especiais de quem preservo lembranças benfazejas, José Lirismar Macedo ocupa espaço próprio. Dada sua formação de radialista que vivera em centros maiores e trabalhara em importantes emissoras, Lirismar guardou consigo vivências que bem nutriram a nossa aproximação. Por seu intermédio, conheci e passei a admirar autores exponenciais da música brasileira e da literatura universal.
Ele despertou meu gosto por figuras inigualáveis tipo João Gilberto, Carlos Lira, Dorival Caymmi, Tom Jobim e outros, sobretudo da bossa nova, no âmbito musical; na literatura, dada influência sua conheci importantes obras, quais Os velhos marinheiros, de Jorge Amado; e Narciso e Goldmund, de Hermann Hesse, peças chave de minha formação, no meio de outras mais; e autores como o mineiro Fernando Sabino, para citar alguns poucos e trazer à tona poucos dos detalhes de nossas agradáveis conversações.
Nos finais explosivos dos anos 60, época demolidora e definidora dos rumos da história recente, ao meu lado, para compartilhar das minhas apreensões de resto de adolescência, havia a personalidade marcante deste amigo, o qual permanece no crivo fiel do meu reconhecimento em preito de notável consideração.

O Neguinho e os amigos de 68. por Urariano Mota

24 de julho de 2009 · 1 comentários

Publicada em:22/07/2009 - direto da redação

O NEGUINHO E OS AMIGOS DE 68
Recife (PE) - Na imprensa ele ganhou, nos últimos dias, muitos e vários codinomes. Em todos os canais de tevê, em mais de um jornal do Brasil e do exterior, ele apareceu como o Último Exilado da Ditadura que volta ao Brasil, ou Último Exilado que volta depois de 40 anos, ou mesmo “Vuelve el último clandestino”. E disseram, em mais de uma língua e veículo: "Após 40 anos de exílio na Suécia, chegou ao Rio nesta terça (21), recebido por amigos e familiares com faixas e cartazes, o ex-marinheiro Antonio Geraldo da Costa , de 75 anos, último exilado da ditadura militar. 'Neguinho-tigre', como era conhecido, é ex-integrante da Associação de Marinheiros em 1964, realizou ações da Aliança Libertadora Nacional (ALN), grupo armado de Carlos Marighella, e fugiu para a Suécia na década de 70. Só pediu anistia em 2005, mas temia voltar ao Brasil, porque não acreditava na democracia brasileira... " "Neguinho vivió seis años en la clandestinidad, después del golpe militar, cuando participó de asaltos a bancos en Rio y en San Pablo para financiar la lucha armada, y huyó de Brasil en 1970.. " Mas o que a grande imprensa não sabe é que o Neguinho, o senhor Antonio Geraldo da Costa, é um personagem de tão extraordinárias aventuras que poderia aparecer em uma continuação, em um possível volume dois do Lazarilho de Tormes. Pois ele é, segundo o intelectual Léo, amigo seu de velhos tempos: “O Neguinho estava em um navio no Recife quando houve o golpe de 64. Foi preso no navio. Alguns dias depois, estava sendo levado de um lugar do navio para outro, passando pelo convés, quando começou a ser hasteada a bandeira. Todos os marinheiros se perfilaram em posição de sentido. Neguinho aproveitou para descer a rampa e se embrenhou nas ruas do Recife. Clandestino, ele participou da operação que deu fuga aos marinheiros que cumpriam pena na Lemos de Brito e de diversos ‘levantamentos’ de fundos bancários para financiar a atividade revolucionária. Eu conto algumas histórias dele no livro cuja publicação estamos preparando. A viagem dele e do Elio para a Suécia é um capítulo à parte - dois nordestinos perdidos na Europa”. Guilem, um antigo combatente, que muitos chamam de Conde Cuxá, mas hoje é juiz na Suécia e poeta, conta: “Menos de dois meses depois, recebi um telefonema da Polícia Dinamarquesa, perguntando se eu me responsabilizava por três ciganos, que juravam conhecer-me. Entendi que se tratava do trio que vinha do Chile e respondi que partiria em seguida para Copenhague para buscar os três. Lá chegando, dirigi-me à polícia aduaneira que imediatamente levou-me aos ‘três ciganos’. Vi-os e procurei explicar à polícia, com fartura de detalhes, que se tratava de dois brasileiros e uma chilena e que apenas estavam com as roupas um pouco amarfanhadas e cansados da viagem de navio, desde o Chile até a Itália e de trem até Copenhague, que o Neguinho e companhia não eram ciganos. Assinei um documento atestando minha responsabilidade sobre a alimentação e guarida dos três e partimos para a minha casa em Lund. Dias depois consegui bicicleta para os meus amigos e descobri que o Neguinho não sabia andar de bicicleta. Mas essa aventuras de como ensinei o Neguinho a andar de bicicleta depois eu conto”. E por fim, este é o Neguinho segundo o ex-marinheiro e escritor Pedro Viegas: “Eu não estava em casa (Vila Valqueire), quando uma menininha bateu à porta. Leda, minha mulher, atendeu. Ela disse que na pracinha (a uma quadra) tinha uma moça querendo falar com um de nós. Leda ficou intrigada, pensando: ‘se alguém, tão perto, quer falar com a gente, por que manda recado, em vez de vir até aqui’?Mas, um tanto já escolada, suspeitou que alguma coisa muito especial estaria ocorrendo. Agradeceu à menininha e depois que a criança sumiu (era início de noite) foi até o local indicado. Quem era a ‘moça’? O Neguinho!” Esse é o homem, o brasileiro que volta ao Brasil depois de 40 anos. Dele tive a sorte de saber porque participo do coletivo virtual chamado Os Amigos de 68. Virtual? Emendo: é um coletivo real, de gente capaz de ações de solidariedade que os tempos bárbaros não deixam ver. Como nessa recuperação da pátria brasileira para um exilado. Eliete, uma das mais ativas do grupo, foi à Suécia e convenceu o amigo dos tempos de exílio a voltar, pois o Brasil era democrata, que novos tempos haviam chegado. A partir daí todo o coletivo se moveu para falar ao Ministro da Justiça, para avisar à imprensa, fazendo contatos mil.
O resultado está aqui, http://www.youtube.com/watch?v=0B4GFEkYIrI Fazia tempo que eu não via um filme tão bom. Ele bem podia receber o título de A Libertação de um Homem Livre. Ou este, mais simples: A Volta do Neguinho.

De 25 de julho a 1º de agosto acontece o VI Festival Música na Ibiapaba

20 de julho de 2009 · 1 comentários


Pela sexta vez Viçosa do Ceará, na serra da Ibiapaba, vai se transformar em uma verdadeira cidade da música. Durante oito dias, de 25 de julho a 1º de agosto, jovens estudantes de música, instrumentistas, cantores profissionais e apreciadores da boa música brasileira vão conviver com essa arte por toda a cidade. É o VI Festival Música na Ibiapaba, uma ação de política pública de formação do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura, voltada para o desenvolvimento e valorização da música brasileira popular. A realização é do Instituto de Arte e Cultura do Ceará - IACC/Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.



O Festival é um encontro da música com a natureza da bela região serrana do Ceará. A cidade de Viçosa localiza-se a 384 km de Fortaleza, a uma altitude de 720 metros, proporcionando um clima agradável que encanta moradores e visitantes. Tudo isso unido à música faz do Festival uma celebração que transformará a cidade em um laboratório vivo para as vozes e instrumentos veiculadores dessa arte universal. Este é o primeiro projeto do Norte e Nordeste centrado na formação em música popular brasileira e que mantém uma intensa programação artístico-pedagógica gratuita.



Pela manhã e à tarde, cerca de 1.000 alunos participam de 72 oficinas, ministradas por professores e músicos do Ceará e convidados de outros estados. São aulas de violão, piano, bateria, prática de conjunto, orquestra de acordeãos e percussão, sopro, técnica vocal, harmonia, arranjo, regência, nos níveis médio e avançado.



No fim de tarde começam as apresentações artísticas, onde alunos, mestres e artistas convidados interpretam a céu aberto as mais belas harmonias da nossa música, vivenciando um rico intercâmbio e presenteando toda a cidade com uma semana inteira de arte através da música.



Oficinas



As oficinas promovidas durante o VI Festival Música na Ibiapaba se dividem em núcleos pedagógicos: Musicalização (atividades de iniciação do público infanto-juvenil no universo musical vocal e instrumental); Vocal (atividades visando ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de alunos voltados para a música vocal em suas diferentes manifestações, tais como canto solo, canto coral, grupo vocal, expressão cênica para canto e regência); Instrumental (atividades visando ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de alunos voltados para a música instrumental, envolvendo desde o estudo solo às mais variadas formações, a exemplo de pequenos e médios grupos e orquestras); Estruturação e História (conjunto de atividades didáticas de cunho mais teórico, em seus mais diferentes níveis - do básico ao mais avançado -, de natureza formativo-informativa como condição básica e necessária para o fazer musical); e Didática Musical (conjunto de atividades especialmente voltadas para professores de música e arte-educadores, visando subsidiar suas práticas de educação musical). Há ainda o núcleo de Projetos Especiais, que compreende atividades com interação com outras linguagens artísticas.



As apresentações



A música do Festival acontece também fora das salas de aula. Ela chega aos palcos da Praça da Igreja da Matriz, da Igreja do Céu, ao interior da Matriz e ao Pátio do Patronato, em apresentações de alunos das oficinas, professores e shows de grupos convidados, promovendo a inserção do Festival com a comunidade da Ibiapaba. A programação de shows começa logo após a solenidade de abertura, na noite do dia 25, com Raimundo Fagner e Banda no palco da Praça da Matriz.



No palco da Igreja do Céu, ponto mais alto da cidade, a 900 metros de altitude, a programação se encerra todas as noites a partir do segundo dia. Entre os convidados para os shows, se apresentam as bandas cearenses Groovytown, que tem conquistado um público cada vez maior com uma mistura de samba-rock, funk e soul em repertório próprio e de grandes nomes como Jorge Ben Jor, Tim Maia, Seu Jorge e Wilson Simonal; banda Dona Zefinha, que mistura música, teatro e dança a partir de elementos sonoros, cênicos e coreográficos; e a cantora Paula Tesser, uma das mais belas vozes do Ceará, que sobe ao palco do Festival acompanhada de banda. Do Rio de Janeiro vêm os grupos instrumentais Trio SambaJazz, formado por Kiko Continentino, Neguinho e Luis Alves; e Cama de Gato, de Pascoal Meirellles, Mauro Senise, Mingo Araújo, André Neiva e Jota Moraes, que chega aos 25 anos de formação, sendo o segundo mais antigo grupo de música instrumental do país.



O cinema também faz parte da programação. Diariamente, no fim de tarde, o Teatro D. Pedro II abriga a sessão de Música no Cinema, onde este ano serão exibidos vídeos sobre Fagner, Hermeto Pascoal, Dorival Caymmi, Toquinho, João Donato, Jacob do Bandolim e sobre chorinho.



Homenagens



Este ano o Festival presta homenagem a nove personalidades da música brasileira, oito deles passaram pela vida mas firmaram seus nomes e suas artes na história: Carmen Miranda (100 anos), Ataulfo Alves (100 anos), Patativa do Assaré (100 anos), Alberto Nepomuceno (145 anos), Luiz Gonzaga (97 anos), Humberto Teixeira (92 anos), Heitor Villa-Lobos (107 anos) e Dolores Duran (79 anos). A homenagem nesta edição vai também para o cearense Raimundo Fagner, que faz show na noite de abertura do Festival. Este ano o artista comemora 60 anos de idade e 35 de sucesso como cantor e compositor.



Antes do Festival



Este ano, na semana antecedente ao Festival, de 20 a 23 de julho, acontecem oficinas de iniciação musical (Casulinhos) nas cidades do Maciço da Ibiapaba - Ipu, Guaraciaba do Norte, Carnaubal, Croata, São Benedito, Ibiapina, Tianguá, Ubajara e Viçosa do Ceará. Nas nove cidades as oficinas serão ministradas por professores da escola de música de Sobral, numa ação de intercâmbio e oportunidades para esses educadores. Esta atividade formativa ação do Festival em parceria com Ministério da Cultura e prefeituras municipais, que levam o resultado dessas oficinas para dentro do VI Festival.



O VI Festival Música na Ibiapaba tem como parceiros SEMACE, DETRAN-CE, BANCO DO NORDESTE, Café Santa Clara, Desafinado, Colorgraf, Rede Ibiapaba de Turismo (RITUR), SEBRAE-CE, CAGECE, Prefeitura Municipal de Sobral e Prefeitura Municipal de Viçosa do Ceará.



SERVIÇO



VI Festival Música na Ibiapaba - De 25 de julho a 1º de agosto em Viçosa do Ceará. Informações sobre Viçosa do Ceará - Secretaria da Cidade: (88)3632-1580. Informações sobre o Festival - Instituto de Arte e Cultura do Ceará: (85) 3488-8601. E-mail: presidencia@dragaodomar.org.br.

Violas, Causos e crendices.

13 de julho de 2009 · 1 comentários


Projeto Violas Causos e Crendices
Entreter, informar e preservar a rica tradição oral são características atribuídas às manifestações populares, como o ato de contar histórias, causos, contos de fadas e as famosas modas de violas. É acreditando no importante papel dessas narrativas que o Projeto “Violas, Causos e Crendices” preparou para este ano um calendário repleto de novidades.
Durante seis anos, pisaram no palco do projeto artistas de reconhecimento nacional e internacional, imbuídos na causa da preservação e reavivamento da literatura oral do nosso povo e da nossa terra.
Este ano de 2009, com o patrocínio da Votorantim Cimentos e Instituto Votorantim, por meio da Lei Rouanet do ministério da cultura, promoção da Prefeitura Municipal de Votorantim, apoio cultural do Instituto Conta Brasil, Nova Tropical FM e Grupo São João, realizaremos oito edições do Projeto, que traz novidades para toda a comunidade de Votorantim.
Os trinta e dois convidados a participar do projeto tecerão durante todo o ano um painel representativo das maiores e mais tradicionais manifestações populares. As atividades se desenvolverão nos bairros da cidade -‘Histórias na Calçada’ e atendendo jovens alunos do ensino médio da escola pública - ‘Histórias pras Escolas’. Celebrando a literatura oral como instrumento de educação, entretenimento e preservação da rica cultura do nosso povo e da nossa terra o espetáculo aberto ao público ‘Violas, Causos e Crendices’ encerra as atividades do mês. Todos os eventos têm entrada franca.
Temos um encontro marcado todo mês (dá uma espiadinha no calendário). Apareça para uma visita, um dedinho de prosa, um cafezinho... Chegue que a casa é sua.

Sol na Macambira convidada a participar de Projeto em Sp...

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A banda Sol na Macambira nasceu no ano de 2005, na cidade de Juazeiro do Norte na região do Cariri-Ce, terra onde bebeu da fonte de suas inspirações musicais, por este a banda Sol na Macambira traz em suas canções toda a mistura da música nordestina, hora em um clima de essência Armorial e logo em seguida com o mais forte sotaque cabaçal. Além de estar fincada nas raízes carirenses a banda tem um propósito mais amplo musicalmente, esta faz de suas canções um instrumento de estudo, divulgação e critica à exploração do homem do sertão, por tal motivo não leva nas malas apenas o carimbo e o nome “Cariri”, e sim, a história de seu povo, suas crenças e toda a garra dessa gente.
Encharcado de regionalidade, esta por sua vez brinca de reisado, canta cirandas, recita poemas, conta histórias de seus antepassados e ainda trata de temas corriqueiros e atuais, muitas vezes abordados de maneira cômica e em outras vezes comovente.
(Jornal do cariri julho de 2008).

Sua rítmica configura-se na fusão entre a música cabaçal o baião e as batidas de maracatu, ritmo que há pouco mais de meio século perdeu seu espaço no cotidiano da região, por este motivo além de seus objetivos profissionais, a Sol na Macambira assume a responsabilidade de levar tais manifestações de cunho afro brasileiro e indígena por onde passa, realizando a cada Show, debates, oficinas e mini cursos de percussão, construção e pratica instrumental. A base de tudo isso, não está apenas na influência ou na convivência com todos esses aspectos, mas também da necessidade de divulgação do nordeste Cariri, este relicário tão precioso e tão desconhecido por muitos.

Os instrumentos que compõem seu show não poderiam ser diferentes, pois encantam com os Pífanos, Rabecas e tambores, sempre ritmados pelas batidas do maracatu, pela levada das cirandas e pelo calor do baião. Atualmente trabalha na divulgação do seu repertório de músicas autorais através de shows e oficinas e participando de festivais de musica onde em 2006 teve uma das suas composições premiada na mostra SESC da música cearense, em 2008 no festival cariri da canção onde uma de suas canções (Oração de Sidha) fora selecionada entre as principais bandas da região do cariri e classificando-se junto a 10 outras bandas tais como Dr. Raiz e Liberdade e Raiz para a gravação de um DVD, em 2009 é convidada a participar do projeto Violas causos e crendices em Votorantin-SP, vai de encontro à gravação do seu primeiro CD, ministra oficinas na região e participa de projetos sociais no Lar Assistencial Francisco de Assis (LAFA) lugar onde nasceu e permanece ate hoje.

Componentes: Jean Alex S. Alencar, José Evânio Soares, Isac José da Silva, Maria Sidáliada Silva, Maricélio Silva, Cícero Carlos da Silva, Wandenberg Caetano.

Os melhores programas da TV brasileira de todos os tempos

12 de julho de 2009 · 0 comentários

Em quase 55 anos de história, a TV brasileira já passou muuuita coisa legal. Para apontar dez programas inesquecíveis, ouvimos quatro especialistas no tema: Leila Reis, colunista do jornal O Estado de S. Paulo; Patrícia Kogut, jornalista de O Globo; José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-vice-presidente de operações da TV Globo; e o pesquisador Ricardo Xavier, o Rixa, roteirista do programa Vídeo Show e autor do livro Almanaque da TV. Nossos jurados avaliaram três critérios:

1 - A inovação do programa (o humor revolucionário da TV Pirata, por exemplo);

2 - A qualidade técnica (como o padrão de noticiário criado pelo Jornal Nacional);

3 - A importância histórica (como a do Globo Repórter, que influenciou muitos outros documentários jornalísticos).

Mesmo assim, muita coisa boa ficou de fora. No nosso site da internet, você confere a votação completa de cada entrevistado - e participa da nossa enquete opinando se a gente cometeu alguma injustiça.

Plim, plim!

Dos dez programas desta lista, oito são da Globo
O CÉU É O LIMITE
EMISSORA - Tupi
ANO - 1956
POR QUE É BOM - Esse programa do tipo Show do Milhão transformava os participantes em celebridades, uma novidade para a época. Inspirado no game show americano The 000 Question ("A Pergunta de 64 000 Dólares"), ele não trazia inovações, mas fez muito sucesso
VOCÊ SABIA? - O apresentador J. Silvestre confirmava as questões corretas com a frase "Resposta absolutamente certa!". Virou um bordão histórico
JORNAL NACIONAL
EMISSORA - Globo
ANO - 1969
POR QUE É BOM - Foi o primeiro telejornal ao vivo e em rede. No começo, ele ainda não era "nacional" - só era exibido para Brasília e oito estados do centro-sul. Na década de 1970, passou a atingir todo o país e tornou-se uma referência copiada por outras emissoras
VOCÊ SABIA? - O primeiro programa, de apenas 15 minutos, foi apresentado por Hilton Gomes e Cid Moreira. Cid, aliás, ficou à frente do JN durante 27 anos, até 1996
GLOBO REPÓRTER
EMISSORA - Globo
ANO - 1973
POR QUE É BOM - Inspirado no programa 60 Minutos, da emissora americana CBS, o Globo Repórter trouxe ao Brasil o formato de reportagens longas com linguagem e tecnologia cinematográfica, como nos documentários
VOCÊ SABIA? - A canção-tema do programa é "Freedom of Expression", composta pelo desconhecido grupo JB Pickers. Ela aparece na trilha do filme cult Corrida contra o Destino, de 1971
O BEM-AMADO
EMISSORA - Globo
ANO - 1973
POR QUE É BOM - Escrita por Dias Gomes, O Bem-Amado foi a primeira novela em cores da TV brasileira e pioneira em utilizar elementos da cultura nacional na caracterização dos personagens. O sotaque baiano do prefeito Odorico Paraguaçu (Paulo Gracindo) fez escola
VOCÊ SABIA? - A novela é uma adaptação da peça Odorico, o Bem-Amado, do próprio Dias Gomes. O autor incluiu novos personagens e tramas para preencher os 175 capítulos
ROQUE SANTEIRO
EMISSORA - Globo
ANO - 1985
POR QUE É BOM - Com uma novela repleta de personagens bizarros - tinha até lobisomem! -, Dias Gomes usou o humor para criticar a Igreja, o coronelismo e a corrupção dos políticos. O último capítulo atingiu quase 100% de audiência, um recorde até hoje
VOCÊ SABIA? - A primeira versão de Roque Santeiro, de 1975, foi proibida de ir ao ar pela censura quando já tinha 36 capítulos gravados
ARMAÇÃO ILIMITADA
EMISSORA - Globo
ANO - 1985
POR QUE É BOM - Esse seriado jovem inovou ao misturar aventura, humor e cultura pop nas tramas. Tudo embalado por uma edição super-rápida, no estilo dos videoclipes
VOCÊ SABIA? - O seriado era produzido com uma única câmera. Cada capítulo levava doze dias para ser gravado. A idéia original da série foi apresentada à Globo pelos dois heróis da trama - Juba e Lula, ou melhor, os atores Kadu Moliterno e André de Biasi
ANOS DOURADOS
EMISSORA - Globo
ANO - 1986
POR QUE É BOM - Ambientada nos anos 50, Anos Dourados ousou ao tratar de temas tabus como virgindade, aborto, masturbação e infidelidade. Até há pouco tempo, a série era uma das mais requisitadas pelos telespectadores para ser reexibida pela Globo
VOCÊ SABIA? - A canção de abertura apareceu em versão instrumental porque a letra composta por Tom Jobim e Chico Buarque só ficou pronta quando terminou o programa
TV PIRATA
EMISSORA - Globo
ANO - 1988
POR QUE É BOM - Porque revolucionou o humor brasileiro ao lançar mão do nonsense e do besteirol para fazer graça na TV. Um elenco estelar, que incluía Cláudia Raia, Marco Nanini e Diogo Vilela, zoava tudo e todos, até os próprios programas da poderosa Globo
VOCÊ SABIA? - A equipe de redatores do programa incluía os sete integrantes do grupo humorístico Casseta & Planeta, além dos atores Luís Fernando Veríssimo e Patrícia Travassos
ANOS REBELDES
EMISSORA - Globo
ANO - 1992
POR QUE É BOM - Retratando o período turbulento da ditadura militar nos anos 60 e 70, Anos Rebeldes influenciou a vida real. Os protestos mostrados na telinha inspiraram as passeatas dos "caras-pintadas", que em 1992 pediam o impeachment do presidente Collor
VOCÊ SABIA? - O autor Gilberto Braga confessou que se considerava "politicamente alienado" quando jovem, na época em que se passam os acontecimentos da trama
CASTELO RÁ-TIM-BUM
EMISSORA - TV Cultura
ANO - 1994
POR QUE É BOM - Essa série infantil usou animação, bonecos, efeitos especiais e canções para tratar de cidadania, ciências, história e matemática. A experiência foi um sucesso e Castelo faturou vários prêmios em festivais internacionais de TV
VOCÊ SABIA? - O diretor era Fernando Meirelles, indicado ao Oscar de melhor diretor em 2004 pelo filme Cidade de Deus
por Cíntia Cristina da Silva

INQUIETUDE por Leo Dantas

11 de julho de 2009 · 1 comentários

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Minha mais nova micrometragem experimental, Inquietude mostra o estado do artista contemporâneo, sempre em busca de novas possibilidades, novos fazeres em se tratando da arte.

Espero que gostem do vídeo Inquietudo e aguardo todos no meu canal do youtube http://www.youtube.com/user/leozinhocariri para que vejam alguns de meus trabalhos.

Leo Dantas

Entre babaçus , mulheres e outras necessidades.

10 de julho de 2009 · 2 comentários

A política realmente é uma coisa dinâmica, surpreendente, uma caixinha de surpresa.
Durante alguns meses venho acompanhando a coluna do Donizete Arruda, no Jornal do Cariri, até então o jornalista vinha criticando a morna presença de Mara Guedes como vereadora,para quem esperava uma Mara combativa e de oposição clara, ficou muito a desejar, mas essa semana as coisas mudaram.
O Jornal do Cariri dessa semana tem no editorial e na coluna de Donizete uma franca homenagem a vereadora, até ai tudo bem, a vereadora apresentou um projeto pela preservação do coco babaçu,que foi aprovado pela Câmara, causa interessante e de relevância, mas a minha estranheza e que não foi pelas causas ambientalistas que a nobre vereadora foi eleita, mas sim para ser uma porta-voz dos direitos das mulheres.
Mas vamos adiante quem sabe depois do espírito Greenpeace, a vereadora não se lembre que quem votou nela acreditava que ela iria lutar por direitos que não são respeitados.
Em tempo, não sou contra a preservação da fauna e da flora, mas nesse momento o que tem que ser preservado são as bases , a confiança de quem votou e espera por leis que favoreça uma vida melhor.

Alessandra Bandeira

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video

Vídeo - A Balada dos Mestres


Imagens do Encontro Mestres do Mundo - Cariri 2008


Imagens, Concepção, Edição: Leo Dantas


http://www.experimentosdigitais.blogspot.com/


http://www.youtube.com/user/leozinhocariri


www.flikr.com/people/leodantas


PROJETO PERCEPÇÕES VISUAIS

9 de julho de 2009 · 0 comentários

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Um vídeozinho que mostra como foi a exposição Percepções/Situações.

Artista Visual: Leo Dantas

Curadoria: Solon Ribeiro

Fotografias: Coletivo Percepções Visuais

Perfil de Patativa do Assaré

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Dimas Macedo

Nasci em 1956, na região Centro-Sul do Ceará, quase em confluência com o Cariri cearense e à relativa distância da cidade de Assaré, terra natal de Patativa. Sou produto, portanto, do grande sertão e acho, sinceramente, que fui ungido pelo signo que marcou a estréia de dois gigantes da literatura brasileira do século precedente.
1956, não podemos esquecer, é o ano da publicação de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, e de Inspiração Nordestina, de Patativa do Assaré. O que une estes dois escritores e o que os consagra é a originalidade com que recriaram, com linguagem nova, a ciranda das palavras, a partir da memória e da oralidade, valores com os quais o sertão sempre se reveste.
Se Riobaldo constitui o idioma poemático de Rosa e o engenho da sua versão encantatória do mundo, Patativa do Assaré é, ele próprio, um conjunto de engenhos e personas e de representações pragmáticas que empresta voz aos excluídos: um Riobaldo castigado pela inclemência das secas, a lapidar o ouro das palavras e a reconstruir o chão da esperança.
Assim como o autor de Sagarana, Patativa do Assaré inventou uma linguagem e um estilo literário próprios e criou um dialeto linguístico de raízes predominantementes sertanejas, ligadas à oralidade e ao cancioneiro, lembrando, neste ponto, a constituição da língua brasileira, fundada por José de Alencar. E nisto, com certeza, reside a genialidade múltipla e singular da sua produção artesanal.
Patativa é, a seu turno, a encarnação viva do sertão, a palavra enquanto instrumento de denúncia, a significação sinfônica do silêncio, a oralidade que mapeia e ordena a literatura e a gramática que se fazem, por fim, transmutadas ao campo da escrita.
Conta o poeta Patativa que, aos oito anos, ouvindo a melodia e o gorgeio dos pássaros, despertou definitivamente para os grandes sentidos da palavra e da sua existência no mundo, pois que a natureza possui uma lei eterna e infalível e que aos deuses e poetas é facultada a criação enquanto princípio de interpretação de todas as coisas existentes.
O homem, com certeza, não é grande pela sua erudição ou pela sua razão ou pela capacidade de domínio com que enfrenta as convenções e se adapta à liturgia do poder. Ele é eterno, ao contrário, pela fundação da sua verdade pessoal e pela formação do seu mito face aos desafios da realidade que lhe é circundante.
Se Rosa deu voz a Riobaldo e Riobaldo deu voz ao sertão dos tangedores de gado e bandoleiros do Meridional, Patativa do Assaré falou, com destemor e bravura, de homens e mulheres imantados ao chão do latifúndio e excluídos do processo político e social.
Não foi, como pensam certos setores da cultura livresca e acadêmica, um poeta ingênuo e apartado dos valores da língua e da gramática. Estudou manuais de versificação, soube aceitar a cegueira completa de um olho, aos cinco anos de idade, como sinal do destino ou da predestinação que faria dele uma espécie de Camões sertanejo ou, melhor dizendo, um Homero do semi-árido nordestino.
Em Castro Alves viu a expressão maior da poesia do Brasil. Apaixonou-se, desde cedo, pelo social. Tornou-se, com o tempo, um homem destemido e exasperadamente verdadeiro e sincero. Proclamou a verdade e a justiça como paradigmas. Foi atingido pela repressão e a censura. Foi detido por questionar, em versos de bom feitio literário, a legitimidade de certo gestor da sua terra. E foi um defensor exaltado da poesia como valor maior da sua passagem entre nós. Fez da denúncia o seu apostolado e dos seus recursos vocais e estilísticos a expressão maior do seu alto poder de criação.
Foi um prodigioso memorialista e um político sutil e maneiroso das reinvidicações da cearensidade e da nordestinidade sertanejas. Lutou pela Anistia e as Diretas, opôs-se ao poder oficial, e apoiou, no Ceará, a luta pela modernidade da política e do governo, fazendo, por fim, de Assaré, o maior e o mais astucioso atalho do sertão.
Memorizou e fez a melodia de quase uma dezena de poemas que foram musicados e que se tornaram bastante conhecidos no Brasil. Gravou, com a sua voz de passarinho, uma meia dúzia de discos e CDs. E se fez partícipe, como arranjador ou letrista, de outros cinquenta discos e compactos. Foi ator de novela e de cinema, declamador da radiofonia, cantador de viola, cordelista, sonetista e improvisador de apurada técnica literária.
Sobre ele foram escritos diversos livros e opúsculos e, bem assim, teve a sua obra estudada em variadas teses e ensaios. Mas Patativa, é certo, apesar de conhecer diversos estados do Brasil, sempre viveu em Assaré, onde nasceu aos 5 de março de 1909 e onde faleceu aos 8 de julho de 2002.
Teve não mais que quatro meses de escolaridade. Sobreviveu do plantio de grãos e da lavoura da terra. Sempre botou roças no inverno e, nos anos de seca, passou necessidades e agruras e militou, durante toda a vida, em soberano estado de pobreza. Quando largou a viola, em 1962, os emblemas da voz e da palavra ritmada passaram a ser o ganha-pão.
Não cantou os seus males pessoais, nem as suas desditas, nem o seu penar. E não vangloriou a sua condição de mito ou poeta de projeção nacional.
Rejeitado pela cultura letrada da Academia, tornou-se, em Fortaleza, nome de um Centro Acadêmico de uma Faculdade de Letras, no contexto da UFC. O seu nome não consta nos compêndios oficiais da literatura cearense, mas o seu cânon é um dos mais apreciados do Brasil. É um dos poetas que mais vendem livros entre nós, ao lado, talvez, de Castro Alvos e de Drummond. A Editora Hedra, de São Paulo, já republicou quase todos os seus livros. E a Editora Vozes, de Petrópolis, já reeditou uma quinzena de vezes o seu Cante Lá Que Eu Canto Cá, com milhares de exemplares vendidos em todos os recantos do Brasil.
A Academia Cearense de Letras não o elegeu para os seus quadros e o teve sempre na linha da poesia popular, julgada, pelos homens do fardão acadêmico, de extração inferior. As Universidades cearenses, inicialmente e durante toda a sua vida, se mantiveram longe do seu nome; mas, quando ele passou a ser traduzido e estudado em Universidades francesas e inglesas, resolveram lhe conferir honras acadêmicas. Se tornou Doutor Honoris Causa em quatro dessas instituições. Mas nesta ordem, necessariamente: primeiro os leitores, em seguida a mídia, depois as medalhas e o coroamento oficial e, por último, a distribuição das láureas acadêmicas.
Patativa, no entanto, é muito maior do que isto. É um gigante das letras e um grande poeta da tradição popular ocidental. A sua poesia se impõe. A sua expressão cultural sempre se levanta. E a sua melodia é a costura precisa com que ele se anuncia músico. E expõe a sua condição de oráculo. É o arauto maior do nosso povo e a síntese de tudo o que veio antes dele, em termos de cultura sertaneja e de representação dos excluídos que nunca poderam falar.
Antônio Gonçalves da Silva é o seu nome. O lugar em que nasceu chama-se Serra de Santana, a dezoito quilometros do centro de Assaré. Seus pais eram agricultores. Viviam do plantio e da lavoura da terra. E assim também seus irmãos e seus familiares. Casou-se com uma parenta, dona Belarmina Paes Cidrão, e tiveram, em comum, uma boa ninhada de filhos.
Aos vinte anos, levado por um primo, fez uma viagem ao Estado do Pará, onde viveu de cantorias e arribações, sendo, pelo folclorista cearense, José Carvalho de Brito, ali residente, cognominado de Patativa. Brito o devolveu ao Ceará, com carta de apresentação a Juvenal Galeno. Foi aplaudido em Fortaleza, mas o destino o levou de volta para o sertão do Ceará.
Recolheu-se na Serra de Santana e em Assaré entre 1930 e 1945, aproximadamente. Seu nome se espalhou pela serra e pelo vale, ganhou o sertão dos Inhamuns e desceu soberano pelas águas mansas do rio Jaguaribe. Cantou, de viola em punho, em cidades vizinhas e adotou, como pseudônimo, aquele pelo qual se tornou universalmente conhecido – Patativa do Assaré, tamanha a revoada de Patativas, nessa época, por todo o Ceará.
Em 1955, foi ouvido por um velho e bom intelectual do Ceará, radicado no Rio, José Arraes de Alencar, quando declamava, na Rádio Araripe do Crato, os seus poemas de expressivo gosto musical. Nasceu, a partir deste fato, o poeta com direito a livro publicado. Inspiração Nordestina, de 1956, é, portanto, o seu primeiro livro de poemas.
O segundo viria em 1970. Não um livro autoral do próprio Patativa, mas um conjunto de poemas organizado pelo folclorista J. de Figueiredo Filho – Patativa do Assaré: Novos Poemas Comentados.
Em 1978 vem a lume o seu livro mais conhecido – Cante Lá Que Eu Canto Cá, publicado pela Editora Vozes, de Petrópolis, em convênio com a Fundação Padre Ibiapina, do Crato, com apresentações de Plácido Cidade Nuvens e do Padre Francisco Salatiel de Alencar.
Ispinho e Fulô seria a sua próxima coletânea de poemas, organizada por Rosemberg Cariri e publicada em 1988, com apresentação e estudo-reportagem do próprio Rosemberg, que produziu, sobre o poeta, documentários importantes no campo das artes visuais.
O que veio em seguida, em matéria de livros, está condensado nos seguintes títulos: Aqui Tem Coisa, publicado em 1994, pela Secretaria de Cultura do Estado, e Cordéis (Fortaleza, Editora da UFC, 1999), reunião, em único volume, do básico que foi produzido nessa área pelo grande poeta cearense. Devemos a Gilmar de Carvalho, o maior estudioso da sua vida e da sua produção, a organização desse livro-monumento, que foi adotado, como livro-texto, em vestibulares da UFC.
A fortuna crítica de Patativa do Assaré é imensa e diversificada. Existem altos e baixos nessa produção. Aponto o volume de Plácido Cidade Nuvens – Patativa do Assaré e o Universo Fascinante do Sertão (1995) como ponto de partida, pois é um livro de comentários fabulosos e impressionistas onde se ouve a voz do coração. O livro segue a tradição dos estudos caririenses sobre o poeta, a começar por J. de Figueiredo Filho (1970) e que tem prosseguimento com Francisco de Assis Brito, com seu conjunto de ensaios – O Metapoema em Patativa do Assaré: Uma Introdução ao Pensamento Literário do Poeta (1984).
Outro roteiro interessante sobre Patativa é o que se acha condensado em O Poeta do Povo: Vida e Obra de Patativa do Assaré, de autoria de Assis Ângelo, acompanhado de um CD com poemas declamados pelo poeta (São Paulo, CPC-Umes, 1999). Este livro, de formato gráfico belíssimo, pode e deve ser lido paralelamente com o suporte da antologia de Sylvie Debs – Patativa do Assaré: Uma Voz do Nordeste (São Paulo, Editora Hedra, 2000), no âmbito da coleção Biblioteca de Cordel e cujo estudo que a antecede eu igualmente recomendo.
Gilmar de Carvalho publicou a melhor e a mais extensa entrevista concedida pelo poeta – Patativa Poeta Pássaro do Assaré (2000) e é autor do eruditíssimo e bem concatenado livro de ensaios e estudos – Patativa do Assaré: Pássaro Liberto, editado pelo Museu do Ceará, em 2002. Organizou também a melhor e a mais criteriosa antologia poética do autor, publicada em Fortaleza, em 2001, pelas Ediçoes Demócrito Rocha. Em 2000 deu à lume um precioso livro de bolso, contendo uma síntese didática e pedagógica em torno da vida e da obra do poeta.
Tadeu Feitosa, professor da UFC e jornalista, é o organizador do bonito álbum de textos e fotografias do poeta e do seu entorno sertanejo, publicado pela Editora Escrituras de São Paulo, em 2001. E é autor, por igual, do ensaio crítico-interpretativo do poeta, intitulado Patativa do Assaré: A Trajetória de um Canto, também da Editora Escrituras (2005), que é, no caso, a sua tese de Doutorado em Sociologia.
O livro de Cláudio Henrique Sales Andrade, As Razões da Emoção: Capítulos de uma Poética Sertaneja (Fortaleza, Editora da UFC, 2004), é o resultado de uma Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. Trata-se de um ensaio instigante e muito bem fundamentado em torno da poética de Patativa e da sua grande autenticidade. Uma leitura crítica, por assim dizer, tecida com as luzes da razão e da sensibilidade, acompanhada de uma pesquisa de campo que nos encanta com a sua riqueza. Um livro para ser lido e intuido, pensado e degustado como todas as boas iguarias que somente o sertão sabe oferecer.
A despeito das reclamações de Gilmar de Carvalho, de que o poeta foi esquecido pelos reelaboradores da nossa historiografia literária, alguns passos, pelo menos, foram dados neste campo: Oswald Barroso e Alexandre Barbalho incluíram Patativa na antologia – Letras ao Sol (Fortaleza, Edições Demócrito Rocha, 1998), o que já é um avanço.
Em 2001, Patativa viria a figurar na coletânea – Os Cem Melhores Poetas Brasileiros do Século, organizada por José Nêumane Pinto e publicada pela Geração Editorial, de São Paulo. E em 2006, passou a fazer parte da Coleção Os Melhores Poemas, da Editora Global, também de São Paulo, o que já é uma consagração. A antologia, organizada por Cláudio Portela, é uma das mais volumosas dessa coleção, e é antecedida de uma introdução bastante apressada e resumida, mas o roteiro de fontes, no final do volume, é razoavelmente bem pesquisado, apesar da confusão metodológica em que se enreda o organizador, que foi prejudicado, acredito, pelo suporte técnico e revisional da Editora.
Antes, em 1989, no meu livro A Metáfora do Sol, no âmbito do ensaio - “Sobre a Formação das Letras Cearenses” - , eu já havia, pioneiramente, arrolado o poeta Patativa qual um nome emblemático da literatura que se produziu no Ceará, isto é, da literatura cearense tomada a partir da sua evolução e abrangência histórica.
Ali divisei em Patativa a grande voz social da poesia cearense e também me referi à ressonância nacional da sua poesia. E registrei, ademais, que os seus livros “são atestados inequívocos da afirmação de um poeta de quem todo o Ceará se orgulha e em cuja obra o Ceará se vê também retratado”.
Por fim, faço minha as palavras de Gilmar de Carvalho, no sentido de que “Patativa do Assaré é a grande voz da poesia do Brasil”, não sei se “de todos os tempos”, mas, com certeza, a voz mais legítima, a mais expressiva e aquela em que a verdade e a justiça, a língua e a cultura melhor se encontram, em busca de um sentido novo para a identidade mais profunda do Brasil. Refiro-me ao Brasil que as elites tentaram dizimar mas nunca conseguiram, porque não somos, em essência, um Estado sem nação, e porque a nação é o pluralismo de suas etnias e o somatório das suas diferenças.

Dimas Macedo
dim.macedo@hotmail.com

Projeto de lei Buarque

8 de julho de 2009 · 0 comentários

Projeto lei - Buarque
Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em Escolas públicas.
Uma idéia muito boa do Senador Cristovam Buarque.Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.
As conseqüências seriam as melhores possíveis.
Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública,
a qualidade do ensino no país irá melhorar.
E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.
SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM.
Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país.
O PROJETO PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166

Eleita Coordenação do Coletivo Camaradas.

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Assembléia do Coletivo Camaradas elege Coordenação Executiva. No dia 04 de Julho,ocorreu na sede do Projeto Nova Vida, na Comunidade do Gesso, no Crato. Após a Assémbleía, os "Camaradas" fizeram a exibição do documentário produzido na comunidade intitulado "Cabáre Memórias de uma vida".
A Coordenação continuará com os trabalhos que estão em andamento, como o documentário do Pau da Bandeira de Barbalha, além de novos projetos que estão em fase de elaboração e desenvolvimento, como é o caso do "Coletivo na Periferia", que visa desenvolver ações de artes nas comunidades e produção de documentários.

Coordenação Executiva:

Alexandre Lucas Silva - Coordenador geral
arte-educador, artista visual, pedagogo

Ilaina Damasceno Pereira - Coordenadora de Projetos

Professora Mestre em Geografia Humana e pesquisadora

Maria de Fátima Gomes dos Santos - Coordenadora de Cultura
Academica de Pedagogia, cantora e pesquisadora sobre Música e Gênero

Michael Marques - Coordenador de Finanças
Poeta, Academico do Curso de Ciências sociais e pesquisador

Alessandra Bandeira - Coordenadora de Comunicação
Atriz, historiadora, sociologa,fotografa e pesquisadora

ARTE DIGITAL Por Leo Dantas

7 de julho de 2009 · 0 comentários


Arte digital é aquela produzida em ambiente gráfico computacional. Utiliza-se de processos digitais e virtuais. Inclui experiências com net arte, web arte, vídeo-arte, etc. Tem o objetivo de dar vida virtual as coisas e mostrar que a arte não é feita só a mão. Existem diversas categorias de arte digital tais como pintura digital, gravura digital, programas de modelação 3D, edição de fotografias e imagens, animação, entre outros. Os resultados podem ser apreciados em impressões em papéis especiais ou no próprio ambiente gráfico computacional. Vários artistas usam estas técnicas. Ao contrário dos meios tradicionais, o trabalho é produzido por meios digitais. A apreciação da obra de arte pode ser feita nos ambientes digitais ou em mídias tradicionais. Atualmente existem algumas comunidades virtuais voltadas a divulgação da Arte Digital, a maior e mais conhecida é o Deviantart.



Arte Digital desenvolvida através de manipulação de fotografia utilizando-se de software free distribuido em sites na internet.



Nome do trabalho : Cacos
Autor: Leo Dantas
Fotografia original copilada do site olhares.com de autoria da fotógrafa Arlinda Mestre.

Mais informações sobre arte digital no blog http://intervencaocultural.blogspot.com

Aguardo lá com mais informações sobre arte e cultura, música alternativa e muito mais.

Leo Dantas









Arte de Rua.

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A arte de rua vem crescendo pelo mundo. Seja como forma de contestação, divulgação ou informação, pinturas e colagens tem sido feitas em muros , paredes e portões. Dessa forma a arte de rua prova que não e necessario uma galeria para que todos tenham acesso. Dentro deste conceito de arte não entra as pichações ou vandalismo, a arte de rua tem como uma das propostas tornar visivel as imperfeições estruturais das cidades. Vários nomes vem se destacando mundialmente, desde Baskiat , que começou nas rua e invadiu as galerias , até nacionalmente como Caludio Reis , Alexandre Lucas.

Dentro destes nomes , vem se despontado Michael de Feo, mas conhecido como Flower Guy.

Flower Guy usando de papeis que ele encontra nas caçambas de lixo e desenhando uma singela flor, vem transformando as ruas de Nova York e de outras partes do mundo, como Amesterdã, Buenos Aires, Inglaterra,Alemanhã, em um harmonico jardim. As flores de Michael possuem traços simples, mas de uma leveza que nos faz sentir um misto de paz e de felicidade,além de chamar atenção para espaços que estão em abandono, e que com uma simples ideia se pode transformar o decadente em belo.

Para mais informaçoes sobre o trabalho de Michael de Feo:

http://www.mdefeo.com
http://www.facebook.com/people/Michael-De-Feo/501214458?
http://www.myspace.com/michaeldefeo
http://www.alphabetcitybook.com

The art of the street is growing around the world.
Whatever form of defense, or disclosure information, paintings and collages have been made in walls, walls and gates. This way the art of street that is not necessarily evidence a gallery for everyone to have access. Within this concept of art does not enter the graffiti vandalism, street art of the proposal is to make visible the structural flaws of the cities. Va'rios names has been increasing worldwide since Baskiat, which began in the streets and the galleries broke up nationally as Caludio Reis, Alexandre Lucas. Within these, it is coming from Michael Feo, but known as the Flower Guy. Flower Guy using the roles that he finds in the garbage buckets and drawing a single flower, is turning the streets of New York and other parts of the world, as Amsterdam, Buenos Aires, England, Germany, in a harmonic garden. The flowers have traits of Michael simple, but a lightness that makes us feel a mixture of peace and happiness, than to draw attention to areas that are abandoned, and that with a simple idea can turn into beautiful decadent.

For more information on the work of Michael de Feo:

http://www.mdefeo.com
http://www.facebook.com/people/Michael-De-Feo/501214458?
http://www.myspace.com/michaeldefeo
http://www.alphabetcitybook.com

Por: Alessandra Bandeira

Carta aberta ao Deputado Ely Aguiar

· 0 comentários

Caro Deputado Ely Aguiar

Sabedores do seu compromisso com a população cratense, vimos mui respeitosamente pedir a Vossa Senhoria seu apoio para a realização de uma oficina de arte com materiais reciclados para crianças carentes.
Essa oficina será realizada pelo premiado artista plástico Michael De Feo(reconhecido mundialmente), que vem pela primeira vez ao Brasil, e será realizada de 07 a 15 de agosto, em comunidades carentes do município de Crato
Esse evento trará uma midia nacional, além da vinda de diversos artistas e amantes das artes, acarretando assim o aumento no turismo e na economia local.
Por ser um evento pioneiro na cidade favorecerá novas iniciativas neste segmento, firmando cada vez mais o Crato como uma vanguarda artística e cultural.
Para tanto precisamos com urgência de sua resposta, para viabilizar essas oficinas.
Desde agradecemos sua atenção,

Atenciosamente,

Alessandra Bandeira
curadora do evento
aletemtband@yahoo.com.br
Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho
tel: 3523-5491

Luis Karimai

4 de julho de 2009 · 1 comentários

A saborear.te promove a Exposição Invisível Paisagem, do renomado artista plástico Luis Karimai, a realizar-se no período de 04 de julho a 29 de julho, de terça a domingo, das 9:00hs às 21:00h, sendo a abertura 04 de julho às 19:00h.


Entrada Franca.

+ informações:
http://saboreartecariri.blogspot.com

Entrevistas

2 de julho de 2009 · 0 comentários

Leitores do artes visuais cariri, como havia predito sobre as entrevistas com os artistas do nosso cariri, em breve estarei postando algumas entrevistas . O que o inspiram, suas contestações. Alexandre Lucas, Dada Petrole e outros. Direto da Alemanha por e-mail nosso amigo e grande fotógrafo Dada Petrole nos concederá sua opinião, seu processo de criação, alguns trabalhos atuais e muito mais. Aguardem.
http://www.artesvisuaiscariri.blogspot.com/

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Patativa do Assaré - O poeta comunista

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O Coletivo Camaradas é um agrupamento de pessoas ligadas direta e indiretamente ao fazer e pensar artístico. O Coletivo tem como base promover e estudar arte numa concepção Marxista, bem como realizar ações que tenha como foco a democratização dos espaços e das ações de arte para o grande público. Quer saber mais entre em contato pelo E-mail: coletivocamaradas@gmail.com

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