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PONTO DE CULTURA – O BRASIL DE BAIXO PARA CIMA

11 de novembro de 2009 · 0 comentários


Idealizador e gestor dos Pontos de Cultura, Célio Turino lança livro no qual aborda sua trajetória e seu envolvimento na criação de núcleos culturais pelo país.


Ponto de cultura – o Brasil de baixo para cima é escrito por Célio Turino, mestre em história pela Universidade de Campinas (UNICAMP). O livro é uma reunião de relatos de experiências vividas pelo autor com o programa Pontos de Cultura. Cinco anos atrás, a convite do então ministro Gilberto Gil, Turino desenvolveu esse projeto de política pública voltado para a democratização da cultura, possibilitando a expressão de suas múltiplas identidades.

Lançados na gestão de Gilberto Gil à frente do Ministério da Cultura (MinC) e mantidos na administração de Juca Ferreira, os Pontos de Cultura agregam diversas formas de expressão: música, poesia, literatura, artes plásticas e dança. Espalhados por todos os cantos do país, eles envolvem as comunidades e seus líderes, funcionando como verdadeiros pontos de vida, de existência. Uma cartografia da cultura e da criatividade da população brasileira.

O livro não é uma obra institucional e foge do clichê. O autor conta como o contato próximo com as pessoas se refletiu em sua trajetória de homem social e político. No programa, Turino acompanhou de perto o cotidiano de cidadãos comuns e extraordinários que deixaram de assistir para existir e passaram a exercer seu direito de manifestar-se culturalmente.

O leitor poderá, por exemplo, acompanhar a visita de Turino à tribo Yawalapíti, que vive no Parque Nacional do Xingu com mais 13 etnias. Em meio a dificuldades para preservar características culturais – entre elas, sua língua –, a tribo teve seu território reconhecido como Ponto de Cultura e conseguiu ajuda para ensinar o idioma a seus integrantes.

Também está no livro a Casa de Cultura Tainã, em Campinas, no interior de São Paulo. O núcleo cultural nasceu de modo independente após uma série de iniciativas tímidas na cidade, que iam de biblioteca a uma orquestra de tambores em metal.

Outro projeto abordado é o Vídeo nas Aldeias, em que cineastas indígenas produzem documentários e filmes de ficção. Falados em línguas como kaxinawá, kuikuro, huni-kuni e ashaninka, curta, média e longa-metragens são escritos, dirigidos e encenados pelos índios. Narrativas que estabelecem um diálogo pela voz de quem faz a própria cultura e não pela voz do “outro”.

Os depoimentos do autor também deixam clara a preocupação com as escolas públicas, que sofrem com a política educacional deficiente. Nesse setor, a ação dos Pontos de Cultura já é evidente: mais de 100 colégios foram contemplados com o programa, que torna possível, entre outras atividades, o funcionamento de rádios locais – a exemplo da Escola Estadual Clóvis Borges Miguel, em Serra (ES), e sua Rádio Instrumental Educativa e do Colégio Estadual Vicente Januzzi, na periferia carioca, que oferece aos alunos estudo de filosofia por meio da MPB.

Conforme o sociólogo Emir Sader escreve no prefácio, a década de 90 sofreu nas políticas culturais o reflexo do que ocorria em uma série de áreas: o quase desaparecimento do poder público, ante uma classe empresarial que ganhou o direito de veto às culturas tradicionais do povo brasileiro, em benefício do que lhe fosse mais conveniente.

Os Pontos de Cultura puderam revelar e apontar caminhos, compreender realidades, aproximar e reaproximar pessoas, contextos e leituras e criar outras legitimidades. Além disso, fortaleceram o processo de mudança no modo de pensar política pública cultural porque expressam a cultura em suas dimensões ética, estética e econômica. O programa não se enquadra em fôrmas, não é erudito nem popular. Também não se reduz à visão de “cultura e cidadania” ou de “cultura e inclusão social”. É um conceito. Conceito de autonomia e protagonismo sociocultural.

O livro é lançado pela editora Anita Garibaldi, que em outubro completou 30 anos dedicados à publicação de conteúdo progressista, desde a sua fundação, em 1979, durante a Ditadura Militar.

Conheça o autor:
Célio Turino é natural de Indaiatuba e criado em Campinas, onde se graduou Mestre em História, pela Universidade de Campinas (Unicamp). Quando esteve à frente da Secretaria Municipal de Cultura da cidade, entre 1990 e 1992, iniciou o programa Casas de Cultura, muito semelhante ao que é hoje o Cultura Viva: Pontos de Cultura. Ainda em Campinas, criou o Recreio nas Férias, projeto que rapidamente virou ação pública nacional no Ministério dos Esportes. Na gestão de Marta Suplicy em São Paulo – a primeira experiência do PT à frente dessa administração municipal –, Turino dirigiu o Departamento de Programas de Lazer na Secretaria de Esportes e desenvolveu o Viva São Paulo, que visava a utilização de espaços públicos da capital paulista para o lazer. A seguir, foi convidado para integrar a Secretaria de Pro gramas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura, na gestão de Gilberto Gil. Se a implantação do Cultura Viva: Pontos de Cultura ainda é um processo em crescimento, seu nascimento foi, de certa maneira, simples: em duas noites Turino se debruçou sobre seu laptop e criou o projeto, que atualmente é estudado em outras partes da América Latina. Além de Pontos de Cultura – O Brasil de Baixo Para Cima, lançado pela editora Anita Garibaldi, ele é autor de livros como Na Trilha de Macunaíma – Ócio e Trabalho na Cidade.

www.celioturino.com.br


Serviço:

Ponto de Cultura – O Brasil de Baixo Para Cima
Editora: Anita Garibaldi
Autor: Célio Turino
Prefácio de Emir Sader
ISBN: 978-85-7277-084-2
Valor: R$ 35,00
Número de páginas: 256 páginas
http://www.anitagaribaldi.com.br - site da Editora

Mostra Sesc

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Desafio de reviver o mestre - Luiz Gonzaga Matéria publicada no Jornal do Comercio em 10.11.09

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Após vasta pesquisa, o diretor Breno Silveira fecha o roteiro do filme que vai se chamar Gonzaga: de pai para filho

Luís Fernando Moura
lmoura@jc.com.br

Com o longa 2 filhos de Francisco, o cineasta Breno Silveira conquistou uma bilheteria de quase cinco milhões de espectadores, a maior do ano de 2005. Apesar do sucesso, tinha desistido de filmar histórias de personagens reais e perdeu o interesse pela maior parte delas. Carregam uma verossimilhança incabível. “Não gosto muito de cinebiografias em primeira pessoa. Uma ficção não pode ser uma colagem de fatos históricos, isto é um documentário. O cinema precisa de uma trama, de alegrias e tristezas”, afirma.

Luiz Gonzaga fez Silveira voltar atrás na primeira decisão. Em busca do relato de vida de Gonzagão, o cineasta resolveu dar outra chance ao registro biográfico. Para tal feito, iniciou uma pesquisa aprofundada para desvelar os pequenos acontecimentos da trajetória do personagem. Há dois anos, Silveira realiza uma garimpagem que visita livros, familiares, amigos, lugares, personagens aqui e acolá, e confessa: a imensidão de informações - e também o confinamento delas - protelou o fim da busca por todo este tempo.

“Gonzagão é muito maior do que eu imaginava. Achei que, no começo, iria ser um filme fácil de levantar, mas o roteiro continuava sem força dramática. Era muito complicado entrar em contato com os parentes e, cada vez que eu descobria algo novo, me sentia intimidado pelo tamanho de Gonzaga. Finalmente acho que o roteiro chegou num tamanho bacana”, afirma o cineasta. Após esboços de nomes e boatos que, diz, vieram sabe-se lá de onde, a produção tem título definido. Vai se chamar Gonzaga: de pai para filho.

A proposta de Silveira busca a expressão das afetividades familiares, tal qual o fio que conduz a trama de 2 filhos de francisco. Enquanto, neste caso, o pai dos biografados era elo emocional e protagonista eleito, aqui é Gonzaguinha, o filho, que toma as rédeas do olhar sobre o pai. A figura de Gonzaguinha deve catalizar os eventos que norteiam a trama e servir de elo de cumplicidade entre espectador e a história contada.

“Cada história pode ser contada por diversos interlocutores. A principal, e maior, seria a contada pelo próprio Luiz Gonzaga. Mas sei que é impossível esgotar a história de qualquer pessoa, especialmente de Gonzagão, então não quero a pretensão deste relato”, diz o cineasta. “Escolhi o filho pois, assim, temos liberdade poética, e podemos explorar o drama entre o pai que não aceitou bem o filho”, continua.

O filme veio por encomenda ocasional de uma fita K-7. Silveira deu o play e ouviu uma gravação em que, nas suas palavras, Gonzaguinha revelava: “Não conheci meu pai direito e amanhã é o enterro dele”. O arroubo fez o cineasta perceber que o que tinha em mãos se tratava de um “drama muito forte entre duas pessoas muito importantes para o Brasil. Um deles tinha mudado completamente o destino da nossa música”.

A previsão é de que as filmagens sejam realizadas no ano que vem, a fim de que em 2011 o filme seja lançado. O desafio atual, segundo Silveira, é definir as locações e fechar o elenco. “Devo fazer teste de locações no Recife, a partir de julho ou agosto, mas vou demorar a achar um ator que tenha o carisma de Gonzagão, ou mesmo o rosto parecido”, diz. Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo também devem receber as filmagens, que passam pelo município de Exu, onde nasceu Luiz Gonzaga. O orçamento não está fechado, mas o roteiro recebeu prêmio do BNDES. A Columbia Pictures tem participação no projeto.

Apesar de ter nascido em Brasília, Silveira tem ascendência pernambucana. Costumava passar as férias no sítio do avô, em Carpina. “Meu avô também se chama Breno e me levava para a feira de Caruaru, onde eu conheci a obra de Gonzaga. Eles tinham sido amigos. Às vezes, acho que estou percorrendo algo que me marcou na infância”.

Link: http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/11/10/not_354227.php

Iniciada a Guerrilha no Cariri

9 de novembro de 2009 · 0 comentários











A Guerrilha do Ato Dramático Caririense foi aberta na tarde do dia 7 de novembro, sábado, em Crato-CE, com a Procissão das Artes Cênicas, tendo a participação de artistas das companhias de teatro e dança envolvidas, Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, artistas circenses e maracatu do da comunidade Carrapato. O evento é promovido pelos Pontos de Cultura Socieadade Cariri das Artes e Sociedade de Cultura Artística do Crato, em parceria com companhias de tetro e dança da região, e se estenderá até o próximo dia 22.

À noite, às 19h30min, foi apresentada no Teatro Rachel de Queiroz a peça teatral infantil "A Flor e o Sol, de Cícero Belmar, com a Cia. Teatral Anjos da Alegria, direção de Yarley de Lima. Já ontem, domingo teve o teatro infantil com a peça "Os 3 Porquinhos", também com a Cia. Teatral Anjos da Alegria, desta vez dirigida por Flávio Rocha.

Até quinta-feira, 12, a partir das 19h30, haverá peças infantis. A Guerrilha vai até o dia 22 deste mês.








A peça infantil "A Flor e o Sol", de Cícero Belmar, com a Cia. Teatral Anjos da Alegria

Mostra Sesc começa dia 13

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Curso de Introdução ao Audiovisual é iniciado para jovens da periferia

8 de novembro de 2009 · 0 comentários


Jovens da periferia do Crato iniciaram no ultimo sábado, dia 07, na Universidade Regional do Cariri, o Curso de Introdução do Audiovisual. O curso faz parte do Projeto Fazendo Arte que é uma iniciativa do Projeto Nova Vida em parceria com instituições alemãs como Aktionskreis Pater Beda, Kinder Missionswerk e a Missionswerk Die Sternsinger e a Universidade Regional do Cariri - URCA, através da Pró-reitoria de Extensão- Proex, Secretarias de Cultura e Educação ,SESC e o Coletivo Camaradas. Projeto Fazendo Arte contempla rodas de conversas com artistas, visitas ao espaços de circulação e produção da arte, como museus, galerias, terreiros da cultura popular, ateliês e cerca de 14 cursos nas mais diversas linguagens artísticas.


O Curso de Audiovisual está sendo ministrado pelos cineastas Glauco Vieira, Ythallo Rodrigues e pelo fotografico Allan Bastos. A finalização do curso resultará na produção de dois vídeos.


Para a Coordenadora do Projeto Fazendo Arte, Fatinha Gomes, a curso além de envolver grandes profissionais da área artística está atendendo as expectativas. Ela destaca que existe um grande interesse por parte dos alunos em conhecer e produzir arte.

Cursos na Cadeia Pública do Crato são encerrados com entrega de certificados

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Na manhã dessa sexta-feira dia 06 de novembro, no prédio da Cadeia Pública local, aconteceu o encerramento dos cursos de Bio-jóias, Corte e Costura e Pintura em Tela, ocasião em que foram entregues certificados a 28 alunos participantes entre detentos e detentas. Estiveram presentes ao ato, o Juiz da Vara das Execuções Penais, o Dr, Djalma Sobreira Dantas Júnior, o Defensor Público da 1ª Vara Dr. Tútlio Iumatti, Alexandre Lucas e Fatinha Gomes do Coletivo Camaradas, Sras. Maria Lúcia e Nailza Cabral, Cordenadora e Auxiliar de Recursos Humanos da Singer do Brasil-Unidade de Juazeiro do Norte, Sr. Celso Frata, Supervisor de Qualidade também da Singer, Dr. Evandro da Pastoral Carcerária, Dr. Jobson Bacurau de Alencar, representante da OAB/Subseção de Crato, além de outros convidados. Também estavam presentes os instrutores ministrantes dos cursos, a Profa. Nilva Lima de corte e costura, José Victor de Bio-jóias e Paulo Bento de pintura em tela.


A solenidade realizada num clima de muita simplicidade, foi coordenada pelo Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/Subseção de Crato, o Dr. Hermano José de Sousa, que ao fazer uso da palavra falou sobre a importância do PROJETO CADEIA É LUGAR DE CIDADANIA, através do qual vem sendo realizados os cursos em parceria com a Universidade Regional do Cariri-URCA/Pró-Reitoria de Extensão, Cadeia Pública de Crato, Projeto Nova Vida, Juiz da Vara das Execuções Penais, Coletivo Camaradas e apoio financeiro da Aktionskreis P. Beda.


Outros cursos como o de Colagem, Origami, artesanato em jornal usado e Macramê estão sendo programados para os próximos meses, todos com o objetivo de contribuir com o processo de reeducação e formação profissional da população ali abrigada. Ao final da solenidade a equipe da Singer do Brasil fez convite a Comissão de Direitos Humanos para expor todo o material na sede da Singer/Unidade de Juazeiro do Norte em data a ser marcada, enquanto o Dr. Djalma informou do interesse que a Faculdade Paraíso tem de fazer uma exposição com os produtos confeccionados pelos presos da cadeia pública de Crato.

Exposição: Fruto do Cabaceiro (Di Freitas)

7 de novembro de 2009 · 0 comentários




A saborear.te - confeitaria & creperia - orgulhosamente promove a Exposição Fruto do Cabaceiro!




Baseada nas obras de Di Freitas, poderão ser apreciados instrumentos musicais confeccionados com elementos regionais do Nordeste, destacando-se, dentre estes, a cabaça. Violoncelos, rabecas, violas, alaudes, liras nordestinas e marimbals, são exemplos de tais instrumentos.


A abertura da Exposição acontecerá no domingo, 07 de Novembro, com apresentação musical de Di Freitas e convidados, às 19:00 (para esta apresentação as vagas são limitadas e serão ocupadas mediante reservas).




A Exposição acontecerá no período de 07 de Novembro a 06 de Dezembro, nos seguintes horários:


- de terça a sábado, das 8:00 às 12:00 e das 14:00 às 21:00;


- aos domingos, das 15:00 às 21:00;


- nas segundas-feiras a Exposição não estará aberta ao público.





O acesso é gratuito!
Aguardamos a sua visita!

FONTE: http://saboreartecariri.blogspot.com

Mostra de Fotografias XXIV Outubro Médico

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Embora na vigência de um grande conflito de interesse (coordenador da mostra) para o comentário que início, não gostaria de negar-me a fazê-lo.

Acredito que a mostra enriqueceu o Outubro Médico deste ano. Não pela técnica ou estrutura onde foi montada, mas pelas coisas próprias da arte como alimento do espírito. Pelas reflexões que o tema proposto induz, pelos sentimentos e cenas que os médicos Dr. Paulo Sampaio e Dr. Bernardo Brito e acadêmicos de medicina Alyne Lemos, André Palmeira, Eudes Simões, Josiane Leite, Miguel Marx, Mondeyv Pascoál, Natália Parente e Pablo Pita dividiram conosco ao expor suas fotografias, e nelas, seus olhares sobre a comunidade.

Refletindo sobre o tema, “Um olhar sobre a comunidade”, vejo mais uma vez que se justifica. Somos cobrados como estudante de medicina ou médicos a possuir um “olhar clínico”. Sobre este olhar, confirmei mais uma vez, que os seguidores da arte médica possuem com acentuação considerável. Através das fotografias da mostra conseguiu-se ver, sentir, ouvir e, sobretudo entender o que as palavras não expressam.

Foi esse o intuito da mostra, proporcionar aos participantes do XXIV Outubro Médico oportunidade de apreciar e ter esse olhar clínico estimulado. É nessa hora que arte e ciência unem-se e não se confundem. A arte sensibiliza-nos. Não digo emocionalmente, torna-nos atentos para ver o que não está explícito. A ciência é pragmática.

Arte e ciência, características intrínsecas da medicina e, com louvor, oficialmente unidas no Cariri com a I Mostra de Caririense de Fotografias do Outubro Médico.


Daniel Coriolano
















Sonora Brasil do dia 12

6 de novembro de 2009 · 0 comentários

Por Vitória Régia

Novos Camaradas são batizados na rua

5 de novembro de 2009 · 0 comentários
























O Curso de Arte Contemporânea: Linguagens das Intervenções Urbanas já está dando frutos. Durante o Encontro do Verso Cantado e das Graphias que o Coletivo é um dos parceiros do evento, os alunos do curso foram para rua fazer intervenção urbana e ação foi tão empolgante que eles são os mais novos integrantes da nossa organização.
O Curso é fruto de parceria entre Sesc, URCA e o Coletivo Camaradas







5 DE NOVEMBRO É DIA DA CULTURA

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Prof. Cacá Araújo
Poeta, Dramaturgo e Folclorista
O nosso calendário é muito festivo. Seja o religioso, o profano ou o intelectual. Tem dia pra tudo... Santos, anjos subidos e caídos, figuras populares, mártires, mitos, coisas materiais e imateriais...
E hoje é dia da cultura! Dia de todas as coisas... Do imaginário ao patrimônio material, do popular e do erudito.
É o dia do homem em sua completude. O único que merece ser feriado, pois, se tomado em sua profundidade, resume todas as religiões, revoluções, aventuras, romances, descobertas, crenças... Ateus e crentes deveriam sair às ruas com suas bandeiras e desbandeiras comemorando a civilidade. Esquerdistas e direitistas deveriam ocupar as praças e entoar seus hinos.
Hoje é dia da Cultura. Portanto, é dia de todos os povos, de todas as raças, classes, gêneros... É dia de Cristo, Marx, Lênin, Stálin, Gandhi, Zumbi dos Palmares, Tristão Gonçalves, Anita Garibaldi, Bárbara de Alencar, Conselheiro, Baco, Zé de Matos, Dedé de Luna, Seu Elói, Correinha, Zé Bedeu, Chapeado Noventa, Lobisomem, Mula-sem-Cabeça, Saci, Maria Caboré, Miguel Preto...
É dia de reisado, coco, maneiro pau, cordel, banda cabaçal, rezadeira, alfenim, tijolo de coco, rapadura, croque, cascudo, cai-no-poço, novena, renovação, umbanda, macumba, teatro, dança, folclore, música... É dia de todas as artes e de todos os artistas...
É dia da fartura, da fome... do choro e do riso... da vida e da morte... do trabalho, da exploração...
É dia de todas as lutas!
Hoje é dia do homem e da mulher... do passado e do presente... do modo como vivemos, como amamos e somos amados, como deliramos e sonhamos...
No feriado da minha alma, liberto-a para orações e profanações... Que voe em busca da fonte original, que ouse encarar Medusa, olhar para trás e virar estátua de sal, bailar nas cruzadas medievais e mergulhar em águas turvas catando migalhas de felicidade na construção de um mundo de paz, liberdade e igualdade...

CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO

4 de novembro de 2009 · 0 comentários

Um debate que deve ser feito por todos. A necessidade da democratização dos meios de comunicação do Brasil, sejam eles quais forem. Assim, acontece nessa próxima sexta-feira, 6, a Conferência de Comunicação do Cariri e Centro-sul com a participação de 42 municípios, representados pelo poder público, sociedade civil e empresários do setor.

A Conferência de Comunicação Cariri e Centro-sul faz parte das articulações das conferências Estadual e Nacional e debaterá temas como rádios comunitárias, educação, cultura, políticas de incentivo à comunicação, entre outros temas.

As inscrições já estão abertas no site www.juazeiro.ce.gov.br e a abertura da conferência se dará na quinta-feira, 19 horas, com a presença de todas as delegações.

A conferência acontece no SEBRAE de Juazeiro do Norte.

Todas à conferencia para assim podermos discutir a democratização da comunicação em nossa região, no Ceará e no Brasil!!!!

Mais informações pelo telefone (88) 3566.1020.

SEMINÁRIO ARTE & PENSAMENTO - A reinvenção do Nordeste.

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Esse ano, na Mostra Sesc Cariri de Cultura, acontecerá uma atividade inusitada. Trata-se do SEMINÁRIO ARTE & PENSAMENTO - A reinvenção do Nordeste, um seminário promovido pelo Sesc que tem por objetivo problematizar as produções artísticas e culturais no nordeste nos dias de hoje.
Através das artes como cinema, música, literatura, intervenções urbanas e arte/mídia, os conferencistas: André Queiroz, Daniel Lins, Dural Muniz de Albuquerque Junior, Jorge Vasconcellos, Luíz Manoel Lopes, Luizan Pinheiro, Márcia Tiburi e Nina Velasco e Cruz, discorrerão sobre vários temas, onde certamente um deles te interessará.
Veja logo abaixo a Programação, e procure o quanto antes se increver, pois as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas pela internet, através do e-mail: mostracairiri@gmail.com, ou no Sesc de Juazeiro (3512.3355).

Programação:



Dia 16 de novembro de 2009

- Mesa:

14:00 horas - Dr. Jorge Vasconcellos: “Antropofagia & Filosofia: da potência criadora da música”.

15:15 horas - Dr. André Queiroz: “Haveria um nordeste atrás do cinema que se faz no nordeste?”.

Mediação: Luizan Pinheiro

16:15 horas - Debate com o público.



Dia 17 de novembro de 2009

- Mesa:

14:00 horas - Dr. Luizan Pinheiro: “Ontologia do Cariri: a cidade atravessada por múltiplos olhares”.

15:15 horas -Dr. Luís Manoel Lopes: "Barbaramente estéreis; maravilhosamente exuberantes: os sertões em variações".

16:15 horas – Debate com o público.

Mediação: Jorge Vasconcellos.



Dia 18 de novembro de 2009

- Mesa:

14:00 horas - Dra. Márcia Tiburi: “Mulheres míticas e mulheres reais: uma fratura sertão”.

15:15 horas - Dra. Nina Velasco e Cruz: “Paulo Bruscky: um artista nordestino?”.

16:15 horas - Debate com o público.

Mediação: Luís Manoel Lopes.



*Lançamento da Revista Literária Polichinello n. 11 + exposição das gravuras de Acácio Sobral (gravuras que ilustram este número da revista).



Dia 19 de novembro de 2009

14:00 horas - Dr. Daniel Lins: "A paixão segundo Lampião".

15:15 horas - Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr.: “O Nordestino de Saia Rodada e Calcinha Preta ou as novas faces do regionalismo e do machismo no Nordeste”

16:15 horas - Debate com o público.

Mediação: André Queiroz

Célio Turino, o secretário dos Pontos de Cultura

2 de novembro de 2009 · 0 comentários


Secretário de Cidadania Cultural do MinC, Célio Turino concede entrevista ao blog do Coletivo Camaradas. Turino é o Secretário do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura desde o seu surgimento em 2004. Com uma trajetória de 30 anos nos movimentos culturais e sociais o comunista Célio Turino é um dos idealizadores dos Pontos de Cultura, que são hoje uma das principais referências nas políticas públicas de cultura do país e integra o Coletivo Nacional de Cultura do PCdoB.

Coletivo Camaradas: Quem é Celio Turino?



Quem sou.



Sou brasileiro; gosto de não ter uma cara definida, os mil povos em um. Dentro de meu país, o melhor elogio que recebo é quando não reconhecem meu sotaque ou jeito. No sul, sou do norte; no nordeste, do centro-oeste; no pantanal, da amazônia; no Rio, mineiro; em São Paulo, brasileiro.

Sou radical; do latim Radix, que dá sentido a três noções: raiz, fundações e origens. Procuro desesconder o Brasil e assumir o risco de preparar o solo para acomodar outros tipos de raízes, que façam brotar um país como nunca se viu.

Sou utópico; desacredito dos valores dominantes, egoísmo e ambição desmedidas só nos levam ao mal-estar. Sei que alguma coisa está faltando e quero ir adiante, prefiro a reflexão crítica que a acomodação conformista. Sonho com uma sociedade superior e sem que isso pressuponha modelos ou medidas pré-concebidas.

Sou comunista; procuro o Bem Comum e a partilha. O ambiente, a água, o ar, a cultura, a educação, a mobilidade, a comunicação livre e a saúde são Bens Comuns, não podem ser transformados em coisa, em meio de compra e venda. Isto não está certo, não é moral, não é ético. O salto civilizacional que o mundo precisa acontecerá quando redescobrirmos a noção de Bem Comum.

Brasileiro, radical, utópico e comunista, podem me chamar assim, não considero ofensa, são elogios.

Também sou historiador, administrador cultural e servidor público. Sou historiador porque a história é a mãe de todo conhecimento; aprendi com a vida e na Unicamp, onde cursei graduação e mestrado. Sou administrador cultural porque a cultura está presente em tudo e em todos. Sou servidor público porque a maior honra é servir ao meu povo.

Por vezes escrevo ensaios e livros, dos que mais gosto, NA TRILHA DE MACUNAÍMA – ócio e trabalho na cidade (Ed. SENAC, 2005) e agora lanço Ponto de Cultura, o Brasil de baixo para cima, pela editora Anita Garibaldi

Coletivo Camaradas: Qual o embasamento para a criação do Programa Cultura Viva e dos Pontos de Cultura?

Trinta anos de atuação como comunista e militante da cultura.

Coletivo Camaradas: O que representa os Pontos de Cultura para o desenvolvimento nacional?

Ponto de Cultura representa um outro olhar sobre a formulação de políticas públicas para a cultura, colocando o povo como protagonista

Coletivo Camaradas: Os movimentos sociais estão inseridos na lógica dos Pontos de Cultura?

A essência do Ponto de Cultura é a autonomia e protagonismo sóciocultural e é neste sentido que os movimentos cociais estão inseridos, mas chamo atenção para o fato de que o próprio Ponto de Cultura pode começar a ser visto (e se identificar) como movimento social e não apenas uma política pública. Como movimento social, o Ponto de Cultura vai além dos marcos associativos-reinvindicativos, colocando-se enquanto um movimento que se move por valores.

Coletivo Camaradas: Quantos Pontos de Cultura existem hoje no país?

2.500 Pontos de Cultura em todo o país, desde aldeias indígenas e quilombos, até grupos de experimentação em linguagens artísticas.

Coletivo Camaradas: Quais os avanços na experiência dos pontos de Cultura? E o que deve ser melhorado?

O Ponto de Cultura escancarou algo que já existia e não era visto pela política oficial, por isso, meu texto de apresentação do programa levava este nome: Desesconder o Brasil. O Estado brasileiro não está preparado para se relacionar diretamente com o povo, quando o faz é ainda sob o marco da assistência/carência e Ponto de cultura é potência, o povo se assumindo enquanto agente. Precisamos de um novo tipo de Estado, mais moldado à feição de nosso povo, respeitando a autonomia e o protagonismo da sociedade.

Coletivo Camaradas: Como é formada a (a) rede (s) dos Pontos de Cultura e qual o poder político dela (s)?




Todo o conceito do Ponto de Cultura e do Programa Cultura Viva está fundado na noção de gestão em rede. Pontos de Cultura que não se envolvem na rede se desenvolvem muito mais lentamente, por isso estimulamos diversos encontros, o principal deles é a TEIA, que será realizada (em sua quarta edição) em Fortaleza, no mês de março de 2010, vale a pena participar.




Coletivo Camaradas: Como fica a diversidade e autonomia das ações dos Pontos de Cultura em relação aos Governos?



Este é um princípio do programa, sem autonomia e protagonismo os pontos não se empoderam

Coletivo Camaradas: Na visão do Sr. qual o papel do Estado em relação a Cultura?

Cultura como direito social básico e cabe ao Estado garantir este processo contínuo.

Coletivo Camaradas: Como o Sr. vê a contribuição do marxismo para a compreensão artística e cultural?

Sobretudo na discussão sobre alienação/emancipação, conforme apresentado por Marx, logo em seus primeiros escritos. Esta é uma noção chave para própria formulação do programa Cultura Viva e dos Pontos de Cultura.

Coletivo Camaradas: Recentemente o PCdoB realizou o seminário “O papel da cultura no novo projeto nacional de desenvolvimento” o que representa esse seminário para os comunistas?

Não há como falar do desenvolvimento da cultura brasileira no século XX sem falar do nosso partido. Porém, com a separação do Partido em 1962, diria que o PCdoB, por diversos motivos, foi se afastando deste campo; acredito que nos últimos anos está havendo este reencontro e com bases muito mais amadurecidas, como um casamento que se reata.

Coletivo Camaradas: O PCdoB retoma a sua atuação de forma mais orgânica no campo da Cultura?
Sem dúvida e viemos para ficar, pois, sem a Cultura, não há revolução possível.

Abertas as inscrições do edital Tesouros Vivos da Cultura 2009 As inscrições estarão abertas até o dia 30 de novembro no Estado do Ceará

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O Ceará pode completar o quadro de 60 mestres esse ano, número limite estipulado pela Lei dos Tesouros Vivos da Cultura. Atualmente, são 57 mestres registrados, sendo seis deles já falecidos.

A Secretaria da Cultura do Ceará - Secult abre inscrições para o edital Tesouros Vivos da Cultura 2009. O edital seleciona os portadores ativos de uma tradição da cultura cearense. São nove (9) vagas destinadas para o registro de pessoas naturais (os reconhecidos “Mestres da Cultura”), duas (2) vagas para registro de grupos e duas (2) vagas para registro de coletividade.

As inscrições estarão abertas até o dia 30 de novembro e devem ser remetidas à sede da Secult (localizada no Centro Administrativo Gov. Virgílio Távora à Av. General Afonso Albuquerque Lima, S/N, Ed. SEAD, Cambeba. CEP 60.839-900).

O edital dos “Mestres” titula pessoas, grupos e comunidades que guardam a memória um saber coletivo - mas não se trata apenas de um guardião mas de pessoas que a invetam e recriam - transmitindo às demais gerações. Um Mestre é um sujeito ativo das tradições culturais, é a um só tempo artífice e artista. São patrimônios vivos da cultura cearense.

Sendo assim, poderão ser reconhecidos como “Tesouros Vivos da Cultura” as pessoas naturais, os grupos e as coletividades dotados de conhecimentos e técnicas de atividades culturais cuja produção, preservação e transmissão sejam consideradas representativas e referenciais da cultura do Estado. A seleção destes candidatos será realizada por Comissão Especial, formada por cinco (5) membros os quais serão designados pelo Secretário da Cultura.

A inscrição - Com recursos de R$ 63.156,00 oriundos do Tesouro Estadual, o edital tem inscrição gratuita e aberta a pessoas naturais, grupos e comunidades que atendam de forma cumulativa os seguintes requisitos: comprovar a existência e a relevância do saber ou do fazer; ter reconhecimento público; deter a memória indispensável à transmissão do saber ou do fazer; propiciar a efetiva transmissão dos conhecimentos; possuir residência, domicílio e atuação no Estado do Ceará há pelo menos 20 anos completos ou a serem completados em 2009.

A premiação -As pessoas físicas que receberão o título de “Mestres da Cultura”, além da diplomação solene, recebem auxílio financeiro a ser pago, mensalmente, pelo Estado do Ceará, em valor não inferior a um salário mínimo, que poderá ser vitalício ou temporário.

Para o registro de grupos cabe o diploma solene que concede o Título de “Tesouro Vivos da Cultura”, além do auxílio financeiro destinado à manutenção de suas atividades, a ser repassado pelo Estado do Ceará, durante o período de 02 (dois) anos, em cota única, em valor não inferior a R$ 4.200,00.

Por fim, ao registro das coletividades - que podem ser comunidades inteiras que tragam vivas a tradição do fazer e saber- o Estado do Ceará concede o título de “Tesouro Vivos da Cultura” Tradicional Popular do Estado do Ceará, além de dar prioridade na tramitação de projetos direcionados às Políticas Públicas Estaduais, no ano subseqüente ao de sua diplomação.

Mestres - Atualmente, o Ceará conta com 57 registros e possui seis mestres já falecidos (Mestres Juca do Balaio, Panteca, Joviniano, Walderêdo, Joaquim Mulato e Miguel). A Lei dos Tesouros Vivos prevê o limite máximo de 60 (sessenta) titulações para pessoas físicas, marco que se alcança neste ano de 2009. No caso de grupos e coletividades, o Ceará possui diplomados dois (2) grupos e ainda nenhuma coletividade (comunidade).

Legislação - O Ceará é referência quanto a legislação de Patrimônio Imaterial que reconhece e apóia os mestres, grupos e coletividades da cultura popular, sendo reconhecido nacionalmente através do Prêmio Culturas Populares 2007, do Ministério da Cultura.

Criada em 2003, a Lei nº 13.351 garante o registro dos Mestres da Cultura Tradicional Popular, apoiando e preservando a memória cultural do nosso povo, transmitindo às gerações futuras o saber e a arte sobre os quais construímos a nossa história.

Em 2006, esta Lei foi revisada e ampliada, trazendo a manutenção dos grupos e coletividades. A Lei dos Tesouros Vivos da Cultura, de Nº 13.842, foi publicada no Diário Oficial do Estado do Ceará em 27 de novembro de 2006.

Leia o edital em www.secult.ce.gov.br/categoria1/edital-tesouros-vivos-da-cultura

Mais informações na Coordenação de Patrimônio Histórico e Cultural - COPAHC pelo telefone: (85) 3101-6786 e 3101-6787 ou através do e-mail: copahc@secult.ce.gov.br
Jornalistas responsáveis: Bianca Felippsen (8878.8805) e Fabio Marques(8832-4716)

Coordenação de Comunicação - Secult
www.secult.ce.gov.br / twitter.com/secultceara
(85) 3101-6761 / 3101-6759

SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ: UM GENOCÍDIO ESQUECIDO PELO PODER PÚBLICO!

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OTONIEL AJALA DOURADO
COMENTÁRIO FEITO NO BLOG:CULTURA NO CARIRI

No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo em piores proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato JOSÉ LOURENÇO, seguidor do padre Cícero Romão Batista
A ação criminosa deu-se inicialmente através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como feras enlouquecidas, como se ao mesmo tempo, fossem juízes e algozes.
Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e por isso a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que sejam obrigados a informar a localização exata da COVA COLETIVA onde esconderam os corpos dos camponeses católicos assassinados na ação militar de 1937.
Vale lembrar que a Universidade Regional do Cariri – URCA, se quisesse, utilizaria sua tecnologia avançada e pessoal qualificado, para, através da Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa – PRPGP, do Grupo de Pesquisa Chapada do Araripe – GPCA e do Laboratório de Pesquisa Paleontológica – LPPU encontrar a cova coletiva, uma vez que pelas informações populares, ela estaria situada em algum lugar da MATA DOS CAVALOS, em cima da Serra do Araripe.
Frisa-se também que a Universidade Federal do Ceará – UFC, no início de 2009 enviou pessoal para auxiliar nas buscas dos restos dos corpos dos guerrilheiros mortos no ARAGUAIA, esquecendo-se de procurar na CHAPADA DO ARARIPE, interior do Ceará, uma COVA COM 1000 camponeses.
Qual seria a razão do descaso contínuo das autoridades para com as vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO? ou não passaria de discriminação por serem “meros nordestinos católicos”?
Diante disto aproveitamos a oportunidade para pedir o apoio de todos os cidadãos de bem nessa luta, no sentido de divulgar o CRIME PERMANENTE praticado contra os habitantes do SÍTIO CALDEIRÃO, bem como, o direito das vítimas serem encontradas e enterradas com dignidade, para que não fiquem para sempre esquecidas em alguma cova coletiva na CHAPADA DO ARARIPE.
Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – (85) 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
www.sosdireitoshumanos.org.br

MOSTRA SESC – “Camaradas” realizam oficina sobre Teatro do Oprimido na Batateira

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Artista/Educador: Edival Dias , integrante do Coletivo Camaradas





Arte na periferia é um dos focos do trabalho do Coletivo Camaradas. Durante a Mostra Sesc moradores da Batateiras vão intervir nos espaços deste grande evento cênico do Cariri.

“Intervindo na periferia” é o nome da proposta do Coletivo Camaradas que foi selecionado para ser executada durante a Mostra Sesc que será realizada no período de 13 a 20 de novembro. A proposta consiste na realização de oficina sobre Teatro do Oprimido com os moradores do bairro Gizlélia Pinheiro “Batateira” e o resultado da oficina serão ações de intervenção teatral nos espaços que estão ocorrendo os espetáculos nas cidades de Crato e Juazeiro do Norte.

A intenção do Coletivo com essa ação é propiciar que os moradores da periferia possam participar de forma interativa deste grande evento cênico realizado no Cariri.

A Oficina de Teatro do Oprimido está sendo pelo artista/educador Edival Dias, integrante do Coletivo Camaradas e que tem fortes laços com a comunidade, tendo em vista que residiu por um longo período de sua vida na localidade. Edival é filho da Mestra do Coco Edite Dias.

Para o Edival Dias, esse trabalho na comunidade da Batateira é surpreendente, tendo vista, que é possível detectar e encontrar pessoas talentosas. Ele destaca que a oficina reúne adultos e crianças cheios de vontade de fazer arte e de participar de atividades criativas, não como espectadores mais como participantes ativos.

Encontro no Cariri reunirá artistas de diversos estados brasileiros

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O evento reunirá artistas e coletivos dos estados da Paraíba, Pernambuco, São Paulo e do Ceará. O Encontro começa amanhã, a partir das 19 horas, na Academia dos Cordelistas do Crato.

O Encontro do Verso Cantado & das Graphias Norte –Nordeste será realizado nas cidades do Crato e Juazeiro do Norte, no período de 03 a 07 de novembro. O evento pretende ser um encontro de linguagens artísticas e de intercâmbios. Pela primeira vez, a Lira Nordestina em Juazeiro do Norte e a Academia dos Cordelistas do Crato, se unem para mostrar o que há de melhor na região: a força poética e a expressão gráfica, entre tradição e vanguarda. Realizam um encontro entre alguns dos principais coletivos de poesia e intervenção urbana do Nordeste com gravuristas, cordelistas e narradores de história, os chamados ´griôs´. A expectativa é que o encontro seja uma festa voltada para os próprios artistas, poetas e apreciadores de arte, feita com poucos recursos. Nos dias das apresentações, devem ser apontadas novas perspectivas para uma maior interação entre os diversos grupos e suas ações, estabelecendo parcerias e redes inovadoras de interlocução. O Encontro é uma promoção da URCA com o apoio do Edital ´Apoio aos Pequenos Eventos´ do MINC.
Clique em cima da programação para ampliar

Companhias de Teatro realizam Guerrilha no Cariri

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O Cariri será banhado pelas produções cênicas internacionais e regionais no mês de novembro. O Teatro Rachel de Queiroz, no Crato será o palco da Guerrilha do Ato Dramático Caririense.
Cacá Araújo - Idealizador da Guerrilha (foto)


Os grupos de teatro e dança da região do Cariri se uniram para realizar no período de 07 a 22 de novembro a Guerrilha do Ato Dramático Caririense. O evento reunirá 16 espetáculos de dança e teatro direcionado para o público infantil e adulto. A abertura da Guerrilha acontecerá no próximo sábado, 07, a partir 16 horas, com uma procissão de artistas e brincantes saindo da Praça São Vicente e em direção ao Teatro Rachel de Queiroz , local aonde será o Quartel General dos guerrilheiros do ato dramático.


A Guerrilha é uma iniciativa da Sociedade Cariri das Artes e Sociedade de Cultura Artística do Crato, ambas Pontos de Cultura do Brasil, em parceria com grupos e companhias teatrais em atividade na região do Cariri cearense, e se caracteriza pela gestão cooperativada e pelo caráter expositivo da produção teatral caririense em suas variadas tendências estéticas. Outorgado a todos os grupos/espetáculos participantes da “Guerrilha...” o “Troféu Juscelino Lobo Júnior” é uma homenagem a Juscelino Leal Lobo Júnior, membro fundador da Sociedade Cariri das Artes, amante do folclore e das artes cênicas, integrante do Coral da Sociedade de Cultura Artística do Crato e do Coral Canta Família, falecido em 2007.


De acordo com o projeto do evento a denominação Guerrilha a uma terminologia que indica tática revolucionária de combate e resistência a partir de pequenos focos, com o fim de unir grandes massas em defesa de uma causa libertária comum. Para o idealizador do Projeto, o dramaturgo Cacá Araújo a intenção é alertar para uma prática revolucionária de afirmação e defesa da cultura nacional tendo como centro prioritário a expressão da diversidade e pluralidade de cada região, sem desconsiderar a universalidade de todos os gestos humanos, nem se fechar ao intercâmbio com outras regiões, povos e nações.


Cacá Araújo destaca que a coincidência parcial da programação da Guerrilha com a da Mostra SESC foi providencial, uma vez que a demanda de público é imensurável, época em que o Crato e o Cariri recebem turistas que vêm respirar teatro, dança, música e artes visuais. Ele frisa “procuramos nos posicionar de modo que alguma réstia de luz que emana da grande e grandiosa Mostra SESC possa nos iluminar, dando visibilidade aos tantos trabalhos elencados em nossa programação, fortalecendo artistas e produtores, além de animar o público local”


O Coletivo Camaradas é um dos apoiadores desta ação que vem contribuir para a consolidação e o fomento da produção e circulação cênica das companhias da região.

Projeto na periferia do Crato leva arte e tecnologia para jovens

31 de outubro de 2009 · 0 comentários



Introdução ao Audiovisual será o primeiro curso do Projeto Fazendo Arte e estão previstos a realização de mais 13 cursos incluindo diversas linguagens artísticas.
Hermano José de Sousa
Presidente do Projeto Nova Vida ( foto)



Na próxima quinta-feira, dia 05, a partir das 19 horas será lançado o Projeto Fazendo Arte, na comunidade do Gesso. A intenção é levar arte e tecnologia para jovens da cidade do Crato. O projeto contemplará cursos de Introdução a Linguagem Audiovisual, iniciação ao Teatro, Fotografia, Arte Digital, Grafitte e Stencil, Introdução a Arte Contemporânea, Serigrafia, Produção de Instrumentos, Introdução a História da Música, Escultura, Pintura em tela, além de visitas aos espaços de circulação e produção de arte e palestras com artistas locais e de outros estados brasileiros.


Em uma visita a Alemanha no período entre agosto e setembro de 2009, o presidente do Projeto Nova Vida Hermano José de Sousa conseguiu aprovar solicitação de recursos financeiros para a realização do Projeto Fazendo Arte. As Instituições Aktionskreis Pater Beda e a Kinder Missionswerk e a Missionswerk Die Sternsinger são as principais responsáveis pelo financiamento da proposta. Essa instituições há mais de 10 anos viabiliza e apóia as ações de assistência social, educação e saúde promovidas pelo Projeto Nova Vida.

A proposta do projeto Fazendo Arte visa oferecer a comunidade do Gesso e a outros espaços da cidade de Crato o maior número de linguagens artísticas, visando gerar uma maior aproximação com o universo da produção e circulação da arte, proporcionando assim, formação sócio-cultural, através de ações de qualificação artística e fruição estética, visando combater os índices de violência, consumo de drogas e prostituição infanto-juvenil, fatores presentes na comunidade, e criando condições de acesso a arte e a cultura, através de oficinas, debates, visitas aos espaços de circulação das artes como museus, galerias, teatro, cinema, centros culturais, ateliês e terreiros de brincantes, utilizando esses instrumentos para promover transformações favorecendo o desenvolvimento do aprendizado e da cidadania.
Para a coordenadora do pedagógica do Fazendo Arte, a cantora e integrante do Coletivo Camaradas, todos os cursos, oficinas, palestras e visitas serão ministradas numa perspectiva educativa aliada a idéia de potencializar nesses jovens e adultos condições para que os mesmos possam atuar de forma efetiva no cotidiano do fazer e do pensar artístico universal. Ela destaca que a intenção é buscar despertar que a produção artística pode interferir diretamente na realidade as quais vivenciam e que essas ações podem fazer um grande diferencial quando estão vinculadas a atuações que tenham caráter significativo e transformador.
O Programa de Formação Artística Fazendo Arte iniciará no mês de novembro com o primeiro curso de Introdução a Linguagem do Audiovisual que será realizado na sala de Vídeo da Universidade Regional do Cariri nos dias 07 ,14,21 e 28 durante o dia todo.
O Projeto Fazendo Arte tem como realizadores as instituições alemãs Aktionskreis Pater Beda, Kinder Missionswerk e a Missionswerk Die Sternsinger e o Projeto Nova Vida e a parceria da Universidade Regional do Cariri - URCA, Secretária de Cultura,Coletivo Camaradas,SESC , Secretaria de Educação.

Para o presidente do Projeto Nova Vida, Hermano José de Sousa, esse projeto representa uma oportunidade para fazer a arte acontecer. Ele que acredita que é possível contribuir para o crescimento e o acesso da comunidade à diversas formas de manifestação da arte.

Artista do “Política do Impossível” realiza trabalho com o Coletivo Camaradas

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Luciana Costa uma das fundadoras do Coletivo Política do Impossível – PI e do Esqueleto Coletivo ligado ao Programa de Interferência Ambiental – PIA realizará intervenção urbana no Cariri.


Durante a realização do Encontro do Verso Cantado e das Graphias que será realizado no Cariri no período de 03 a 07, a artista paulista, Luciana Costa realizará trabalhos em conjunto com o Coletivo Camaradas. O primeiro será a participação em mesa-redonda na sede da Academia dos Cordelistas do Crato, dia 04, às 14 horas e no dia seguinte serão realizadas ações de intervenções urbanas. Um dos trabalhos que será desenvolvido pela paulista será o que é ela chama de “A Camelô de Estratégias” que consiste numa performance que é uma intervenção urbana que deseja promover diálogos que culminem na construção de conhecimento, a partir da troca de informações, verbais e imagéticas, num processo de conscientização. Vestindo um guardasol de cabeça, um crachá e carregando uma bandeja pendurada ao pescoço, cheia de imagens impressas, a camelô caminha em busca de diálogo, e pergunta: “A senhora(or) gostaria de trocar um dedinho de prosa comigo?”. “Não quero vender ou comprar nada, tão pouco estou fazendo pesquisa, sou uma cartógrafa”. Para Luciana Costa, o mais importante neste trabalho é a relação que se estabelece com a própria vida. A história das pessoas, dos lugares, dos acontecimentos são o ponto de partida da investigação. O primeiro passo da camelô é intervir na coletividade buscando informações sobre a dinâmica da cidade com as pessoas envolvidas.

Artista/educadora:
Luciana Costa, estudou em colégio antroposófico e formou-se pela FAAP em 1996. Atua interrelacionando suas atividades poéticas (nas diversas mídias: fotografia, vídeo, pintura, instalação, música, performance e ações urbanas) com atividades pedagógicas e sociais. Realiza sua primeira exposição em 1995. Em 2000 inicia sua atuação como mediadora em cursos de artes visuais; no mesmo ano funda o grupo Esqueleto Coletivo e participa do grupo performático ZaratrutA!. Em 2005 é co-fundandora do grupo PI (Política do Impossível) que tem como objetivo implementar e consolidar espaços que fiquem na fronteira entre a arte/educação/política.

Alunos da Cadeia do Crato recebem certificação

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Detentos e detentas da Cadeia Pública do Crato que participaram dos cursos de Bio-Joiás e Corte e Costura receberão certificados nesta sexta-feira, dia 06 de novembro, a partir 9 horas, em solenidade dentro do próprio espaço prissional. Os cursos realizados fazem parte do Projeto “Cadeia é lugar de Cidadania” desenvolvido pela Comissão de Direitos Humanos da OAB Crato em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão da URCA, Juiz da 1ª. Vara, Coletivo Camaradas e tem o financiamento para pagamentos de professores e compra de materiais pela fundação alemã Aktionskreis Pater Beda.
A proposta do projeto tem como objetivo contribuir para o processo de ressocialização da comunidade carcerária e já foram realizados cursos de Reaproveitamento de Jornal, Artesanato em EVA, Pintura em Cerâmica Quebrada.
Diversos artistas e artesões já ministraram cursos na Cadeia e atualmente o artista plástico Paulo Bento ministra o curso de Pintura em Tela. As próximas formações previstas para começar ainda em novembro são de Origami, Cestaria com Jornal e de Colagem.
A coordenação do Projeto pretende fazer uma segunda exposição dos trabalhos dos presidiários. A primeira exposição foi realizada no Fórum do Crato e contou com a curadoria do Coletivo Camaradas.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Crato, Hermano José de Sousa acredita que esse trabalho deve servir como modelo para outras cadeias públicas e ressalta é preciso criar condições dignas e mecanismos de ressocialização da comunidade carcerária.

Encontro do Verso Cantado e das Graphias

28 de outubro de 2009 · 0 comentários

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Ação no sítio Fundão no Crato/CE - Patrimônio histórico e ecológico abandonado

Patativa do Assaré - O poeta comunista

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O Coletivo Camaradas é um agrupamento de pessoas ligadas direta e indiretamente ao fazer e pensar artístico. O Coletivo tem como base promover e estudar arte numa concepção Marxista, bem como realizar ações que tenha como foco a democratização dos espaços e das ações de arte para o grande público. Quer saber mais entre em contato pelo E-mail: coletivocamaradas@gmail.com

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